Cine PE ganha cara nova e foco curatorial
Desde que foi criado, o Cine PE – Festival do Recife guardava um desejo de seus fundadores, o casal Sandra e Alfredo Bertini. “A gente sempre dizia que, na sua maturidade, na 18.ª edição, o festival iria se internacionalizar.” Promessa feita tem de ser cumprida. O 18.º Cine PE, que começa no sábado, 25, será internacional. E será a consequência…

Desde que foi criado, o Cine PE – Festival do Recife guardava um desejo de seus fundadores, o casal Sandra e Alfredo Bertini. “A gente sempre dizia que, na sua maturidade, na 18.ª edição, o festival iria se internacionalizar.” Promessa feita tem de ser cumprida. O 18.º Cine PE, que começa no sábado, 25, será internacional. E será a consequência de uma conversa que Sandro Bertini teve com o crítico, jornalista e atual analista de dramaturgia da TV Globo, Rodrigo Fonseca, no set de Lula, o Filho do Brasil.
O ano era 2009 e ambos visitavam o set do longa de Fábio Barreto, em Pernambuco, a convite do produtor Luiz Carlos Barreto. Conversaram sobre o festival, e como melhorá-lo. O Cine PE – Festival do Recife é o Maracanã dos festivais, mas nunca teve um foco curatorial. Os filmes compunham mais uma seleta entre o que havia de disponível no mercado. Foram necessários cinco anos para que a nova fase se concretizasse. Ao se internacionalizar, o Cine PE passa a existir para o mundo. Foram 300 inscritos para a etapa nacional – 72 longas e o restante, curtas. Os filmes estrangeiros estão vindo todos a convite.
Não é uma seleção aleatória. O foco curatorial está nas questões da identidade e da memória. E o conceito é claro – se o festival é de público, o cinema de autor que privilegia tem de dialogar com as massas. Rodrigo Fonseca está feliz com sua dupla seleção. “A separação entre documentário e ficção vai produzir uma estranheza, mas espero que seja positiva. Sempre achei que não apenas a seleção, mas a premiação também era caótica. Misturavam-se coisas demais, o festival ganha agora uma unidade e um conceito.”
Internacionalizar não significa latinizar. “O Cine Ceará já cumpre muito bem o papel de ser uma janela para a latinidade. E no Recife já existe o Janela, um festival de cinema autoral que propõe coisas radicais. Queremos a autoria, mas que dialogue com o Cine-Teatro Guarapes lotado. O objetivo é fazer com que o público queira voltar toda noite.” A mostra competitiva de ficção é integrada pelos longas Anni Felici, da Itália, Muitos Homens num Só, do Brasil/Rio de Janeiro, Mundo Deserto de Almas Negras, do Brasil/São Paulo, O Menino no Espelho, do Brasil/Minas Gerais, Romance Policial, do Brasil/Rio, e Todos Tenemos Un Plan, da Argentina. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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