Classificado para Tóquio-2020, Scheidt encara evento-teste por evolução na Laser
Classificado para os Jogos de Tóquio-2020 na classe Laser, o velejador brasileiro Robert Scheidt inicia a disputa do Ready Steady Tokyo, um evento-teste para a Olimpíada, a partir deste sábado, em Enoshima, no Japão, com um objetivo bem claro: evolução de seu nível técnico e competitivo para lutar por um lugar no Top 10 da competição que…

Classificado para os Jogos de Tóquio-2020 na classe Laser, o velejador brasileiro Robert Scheidt inicia a disputa do Ready Steady Tokyo, um evento-teste para a Olimpíada, a partir deste sábado, em Enoshima, no Japão, com um objetivo bem claro: evolução de seu nível técnico e competitivo para lutar por um lugar no Top 10 da competição que termina na próxima quinta-feira.
“Fiz quatro dias excelentes de treinos no Japão e deu para perceber que aqui em Enoshima tem bastante onda forte. Os principais nomes chegaram e treinamos em alto nível. Tivemos que interromper a preparação nos dois últimos dias por conta da entrada de um tufão. O objetivo é melhorar minha performance em relação ao Mundial e chegar entre os 10 melhores. Espero conseguir. Venho evoluindo, mas sei que não será fácil”, explicou o bicampeão olímpico, que foi o 12.° colocado no Mundial deste ano, em Sakaiminato, no Japão.
O evento-teste será a quarta grande competição de Scheidt em seu retorno à classe Laser, após cerca de dois anos afastado. “O mais importante da disputa em Enoshima está no fato de ser uma simulação para os Jogos de Tóquio, um ano antes. A função principal é ter a oportunidade de aprender como se preparar para a Olimpíada, mas, claro, conseguir uma boa participação e brigar por resultados é um diferencial para dar mais confiança”, afirmou.
No Mundial, Scheidt fez história ao garantir índice para os Jogos de Tóquio-2020. A vaga veio com o 12.° lugar em Sakaiminato. Com a vaga assegurada, ele está prestes a se tornar o recordista brasileiro em participações em Olimpíadas, com sete no currículo. Já é o maior medalhista do País, com cinco pódios.
“Cumprir o índice da CBVela e do Comitê Olímpico do Brasil e estar elegível para a equipe do Brasil que vai competir em Tóquio, em 2020, é um motivo a mais para trabalhar, pois o Mundial mostrou que, para atingir o objetivo de andar entre os Top 5 e chegar ao Top 3, ainda existem detalhes da minha velejada que preciso aprimorar. Esse vai ser o foco para os próximos meses”, comentou Scheidt, que está classificado e muito perto de disputar a sétima Olimpíada, mas ainda precisará esperar até a convocação.
De acordo com o critério estabelecido pelo Conselho Técnico da Vela (CTV) e ratificado pela Confederação Brasileira de Vela (CBVela), o bicampeão olímpico só perde a vaga se outro atleta do Brasil for medalhista no evento-teste de Enoshima – onde é o único velejador brasileiro na Classe Laser – ou subir ao pódio no Mundial da Laser em 2020. “Vou competir na raia olímpica com objetivo de ratificar a vaga e buscar evolução para estar em condições de brigar por medalha em Tóquio”, garantiu Scheidt.
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