Cléo Pires conta como foi preparação para fazer a mulher de José Aldo

‘Adoro luta e me ofereci para estar nessa história’, afirma a atriz

Escrito por: Luiz Carlos Merten3 min de leitura
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'Mais Forte Que o Mundo - A História de José Aldo' com José Loreto e Cléo Pires (Divulgação)

Cléo Pires está na nova novela das 7, Haja Coração, e faz a mulher do lutador em Mais Forte Que o Mundo – A História de José Aldo, o longa de Afonso Poyart que estreia na quinta-feira, dia 16. A atriz fala do atual momento e do que está por vir, incluindo um site no qual promete opinar sobre ‘tudo’.

Como foi a sua preparação para fazer Mais Forte Que o Mundo? Só o roteiro lhe deu as ferramentas?
O roteiro me deu a vontade de fazer. Chegou na minha mão, eu li e me apaixonei. Liguei pro meu empresário e disse – ‘Quero fazer esse filme. Dá um jeito aí.’ A verdade é que me ofereci. Adoro luta e fazer parte dessa história tão bacana foi uma experiência forte, gratificante. O roteiro me deu a linha dramática e a gente ainda teve a preparação da Fátima Toledo. Mas a personagem também exigiu muita preparação física. Aprendi a lutar. Tomei porrada, me machuquei, mas valeu a pena. Vivianne (a personagem) luta, é poderosa. É uma das personagens mais exigentes que já fiz.

Você chegou a conhecê-la?
Não. Ao contrário do Zé (Loreto) que teve toda uma aproximação e até treinou com Zé Aldo, eu me mantive distante. Quer dizer, em termos. Porque eu quis saber mais sobre essa mulher tão faca na caveira. A Vivianne é f… O que fiz foi segui-la nas redes sociais. Descobri muito sobre sua força e coloquei na personagem, que é, claro, a minha interpretação dela. Soube que ela já viu (o filme) e anda me elogiando. Fico muito feliz. Houve entrega. Todo mundo fez o filme com muita garra, muita vontade. O Afonso (o diretor Poyart) foi guerreiro. Espero que o público sinta isso.

Você já tinha passado por uma preparação na época de Operações Especiais…
Já, mas acho que não dá para comparar. Lá eu filmei mais, aqui menos, mas de qualquer maneira foi uma coisa muito intensa. Fiquei ligadona no filme, na personagem. O muay thai (modalidade de luta) me deixou mais sequinha, durona, mas isso foi só uma fase. Tenho de admitir que ando mais relaxada.

Rômulo Neto está no filme, na época, vocês estavam vivendo uma relação bem intensa. Com quem a Cléo está agora?
Comigo mesma. Acho que a gente precisa dessas fases. Estou adorando. Tenho ficado em casa, lido muito. Ando cheia de projetos. E sempre tem os amigos, se a gente precisa.

Que projetos são esses?
Fundamos uma produtora, Piny Montoro e eu. Compramos os direitos de um roteiro que pretendemos filmar logo. É uma atividade que está nos tomando bastante tempo. A empresa chama-se Jiraiya (em homenagem aos herói japoneses dos anos 1980) e o desenvolvimento do roteiro ainda prossegue. A gente ainda aprimora, para que fique bem bom. Tem também a Supermax, a série de terror da Globo com formato de reality show, que estreia este ano. Estamos Mariana (Ximenes), eu, o Pedro Bial. Acho que também vai ser bem bacana. E tem o meu site, que eu estou trabalhando para que bombe.

Um site? De quê?
De tudo. Vou falar de música, cinema, teatro, literatura. Hoje em dia, nas redes sociais, todo mundo tem opinião, mas não precisa mostrar a cara. Eu vou dar a minha a tapa. Quero dizer o que sinto, o que penso, mas com responsabilidade.

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