COI aprova ‘Agenda 2020’ e muda movimento olímpico
O Comitê Executivo do COI (Comitê Olímpico Internacional) aprovou por unanimidade, nesta segunda-feira, todos os 40 itens da chamada ‘Agenda 2020’, proposta do presidente Thomas Bach que agora vai alterar todo o movimento olímpico. Passou inclusive a polêmica proposta de criar um limite de idade para dirigentes esportivos da entidade. A…

O Comitê Executivo do COI (Comitê Olímpico Internacional) aprovou por unanimidade, nesta segunda-feira, todos os 40 itens da chamada ‘Agenda 2020’, proposta do presidente Thomas Bach que agora vai alterar todo o movimento olímpico. Passou inclusive a polêmica proposta de criar um limite de idade para dirigentes esportivos da entidade.
A ‘recomendação 37’, uma das últimas a serem votadas, impõe um teto de 70 anos para os dirigentes do COI, com a possibilidade de uma única reeleição depois disso, havendo ainda um limite para que apenas cinco dirigentes por vez tenham direito a este benefício. Presidente da Fifa e membro do COI, o suíço Joseph Blatter, de 78 anos, já havia declarado que a medida era “discriminatória”. Mesmo assim, votou junto com seus companheiros, ajudando que o item, como todos os outros, passasse por unanimidade.
A Agenda 2020 começou a ser votada pela manhã em Mônaco, no congresso do COI, e aprovou uma série de medidas que visam modernizar o movimento olímpico. Entre os primeiros itens votados estava a redução no custo de sediar os Jogos Olímpicos, com o COI passando a incentivar a utilização de estruturas já existentes ou provisórias.
No plano esportivo, foi derrubado o limite de 28 modalidades por edição dos Jogos de Verão, passando a vigorar um limite de atletas (10.500) e eventos (310 cerimônia de medalhas). Modalidades poderão entrar e sair do programa e os países sedes poderão sugerir a realização de provas apenas naquela edição – Tóquio/2020 sempre defendeu o beisebol, por exemplo. Serão incentivadas as provas mistas até que haja equivalência entre homens e mulheres nas Olimpíadas. As mudanças começam a valer nos Jogos de 2024, entretanto.
A segunda parte da votação começou com um texto objetivo e sintético: “Incluir a não discriminação por orientação sexual no sexto princípio da Carta Olímpica”. A nova orientação é uma resposta direta à Rússia, que recebeu os Jogos de Inverno de Sochi, este ano, mesmo tendo leis antigays.
Entre as recomendações votadas e aprovadas está o incentivo ao “atleta limpo”, o que inclui a realização de uma nova cerimônia de medalha para premiar atletas que herdaram medalhas por desclassificação de rivais.
Outros itens dizem respeito à relação com parceiros e patrocinadores, além de orientações genéricas visando, por exemplo, a facilitação no processo de autorização do uso das marcas do COI para fins não lucrativos. Será criado um canal de TV do COI e, junto com a Unesco, a entidade vai buscar implantar disciplinas de esporte e valores olímpicos nas grades curriculares ao redor do mundo.
Entre as novidades, a decisão de que os Jogos Olímpicos da Juventude passarão por reformulação (que será decidida no futuro) e serão realizados em anos ímpares. Além disso, um “Prêmio Olímpico” será entregue a contribuintes em cultura, educação, desenvolvimento e paz, em uma espécie de Nobel olímpico, em toda edição olímpica.
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