Com textos densos e criativos, Pellanda atrai boas críticas Brasil afora
A epígrafe do novo livro de crônicas de Luís Henrique Pellanda, 43, é uma citação do célebre Philip Marlowe: “Parecia uma boa vizinhança onde se cultivar maus hábitos”. A vizinhança é Curitiba, e os maus hábitos colocam o cronista – referendado por nomes como Ignácio de Loyola Brandão, Humberto Werneck, Marcia Tiburi e Ivan Angelo – nas ruas da…

A epígrafe do novo livro de crônicas de Luís Henrique Pellanda, 43, é uma citação do célebre Philip Marlowe: “Parecia uma boa vizinhança onde se cultivar maus hábitos”. A vizinhança é Curitiba, e os maus hábitos colocam o cronista – referendado por nomes como Ignácio de Loyola Brandão, Humberto Werneck, Marcia Tiburi e Ivan Angelo – nas ruas da cidade com um olhar muito particular e agora mais experiente. Detetive à Deriva (que a Arquipélago lança nesta quarta-feira, 5, em São Paulo) é o terceiro livro de crônicas do escritor. Antes, ele havia estreado na ficção em 2009, com O Macaco Ornamental (Bertrand), de contos, e desde 2014 publica semanalmente na Gazeta do Povo, o maior jornal do Paraná.
Os textos de Detetive à Deriva revelam um observador profissional e quase obsessivo com o seu ambiente urbano – as ruas e praças servem de trampolim para olhares para a própria cidade, mas também para a família, para a política, para o amor, para a morte. “As melhores ruas têm entrelinhas largas. Os melhores livros têm esquinas generosas, vias que se bifurcam. A imagem do labirinto é cara tanto à cidade quanto à literatura”, diz o autor por e-mail ao jornal “O Estado de S. Paulo”. A viagem particular que ele empreende por esse labirinto lhe rende adjetivações nada modestas de nomes destacados da literatura brasileira, ultrapassando a fronteira de Curitiba. “É isso (reinventar a crônica) que faz Luís Henrique Pellanda, com a facilidade de quem vai ali na esquina”, garante Alvaro Costa e Silva, o Marechal, na orelha do livro. “O grande cronista contemporâneo”, escreveu Marcia Tiburi. “Delicado, cruel, bem-humorado”, resumiu Ignácio de Loyola Brandão sobre Asa de Sereia (2014). Pellanda também quer voltar à ficção: está terminando um livro de contos e agora busca uma editora para ele.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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