Conselho de Relações Públicas critica cena de ‘Segundo Sol’
Na última segunda-feira, 28, foi ao ar uma cena em Segundo Sol na qual Ícaro, personagem vivido por Chay Suede, diz para sua irmã Manuela (Luisa Arraes), que agora virou relações públicas – mas ele é, na verdade, um garoto de programa. Globo admite ‘representatividade menor do que gostaria’ em novela Conselho de psicologia critica novela da…

Na última segunda-feira, 28, foi ao ar uma cena em Segundo Sol na qual Ícaro, personagem vivido por Chay Suede, diz para sua irmã Manuela (Luisa Arraes), que agora virou relações públicas – mas ele é, na verdade, um garoto de programa.
Globo admite ‘representatividade menor do que gostaria’ em novela
Conselho de psicologia critica novela da Globo em comunicado; leia
A menção equivocada causou reações negativas em alguns profissionais do setor e, por isso, o Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas (Conferp) se pronunciou por meio de uma nota, ressaltando o papel de um relações públicas.
Em nota publicada em seu site oficial, a entidade diz que “apesar de a novela Segundo Sol se tratar de uma obra de ficção”, ela tem “impacto na formação da opinião pública” e ressalta que a profissão é regulamentada pela Lei 5.377, de dezembro de 1967, que “somente podem exercê-la profissionais com nível superior e registrados no respectivo conselho regional”.
“Por entendermos a grande responsabilidade desta emissora na transmissão de informações corretas, solicitamos que o autor João Emanuel Carneiro possa deixar claro, nos próximos capítulos, o que de fato faz o profissional formado em relações públicas. O Conferp esclarece que o relações-públicas é o profissional responsável pela gestão da comunicação nas organizações públicas, privadas e do terceiro setor, por meio do estabelecimento de políticas, estratégias e instrumentos de comunicação e relacionamento”, continua a nota.
Procurada pelo E+, a Globo ainda não se pronunciou sobre o assunto.
Há alguns meses, outra novela da emissora foi alvo de críticas por um conselho profissional. Em fevereiro, o Conselho Federal de Psicologia publicou uma carta aberta contra o fato de a personagem Laura, que tem traumas decorrentes de abusos sexuais que sofreu, ter procurado ajuda de coaching e sessões de hipnose em vez de se consultar com um psicólogo. Na época, o CFP disse: “As pessoas devem buscar terapias adequadas conduzidas por profissionais habilitados para os cuidados com a saúde, particularmente a saúde mental”.
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