Cuca sofre 3ª derrota em 3º jogo pelo Palmeiras e time fica sob forte pressão
Três jogos, três derrotas e uma pressão crescente da torcida. Esse é saldo de Cuca à frente do Palmeiras após cerca de dez dias de trabalho. Na noite desta quinta-feira, no revés para o Red Bull Brasil por 2 a 1, no Pacaembu, novo protesto. Depois de pichar os muros do clube após a derrota para o Audax, a torcida gritou “Time sem vergonha”…

Três jogos, três derrotas e uma pressão crescente da torcida. Esse é saldo de Cuca à frente do Palmeiras após cerca de dez dias de trabalho. Na noite desta quinta-feira, no revés para o Red Bull Brasil por 2 a 1, no Pacaembu, novo protesto. Depois de pichar os muros do clube após a derrota para o Audax, a torcida gritou “Time sem vergonha” estendeu faixas do tipo “Elenco de Série B” e proporcionou uma estrondosa vaia no final do jogo.
Cuca tem sido fiel à sua história de procurar alternativas táticas. Em 2004, montou o São Paulo que se sagrou multicampeão no ano seguinte com Paulo Autuori. Em Minas, faturou seu principal título no Atlético-MG, a Libertadores de 2013.
Nesta quinta-feira, testou a terceira formação diferente. Escalou Erik pelos lados e Rafael Marques como “falso 9”. A ideia era tirar a referência na área, sair jogando e evitar chutões. Na prática, o problema apenas mudou de lugar, e o Palmeiras começou a falhar na saída de bola.
Cuca terá de olhar mais atentamente para a defesa, que ainda mostra sérios problemas de marcação, os mesmos da época de Marcelo Oliveira. O Red Bull construiu sua vitória aí, com Galhardo e Roger – aquele Roger, ex-Ponte Preta e São Paulo, que se isolou na artilharia do torneio com nove gols.
No primeiro gol, aos 39 minutos, Galhardo venceu um lerdo Edu Dracena na corrida, driblou Fernando Prass, e fez 1 a 0. Pouco depois, aos 44, Arouca ficou olhando Roger, sem precisar sair do chão, marcar de cabeça.
O único ponto positivo do segundo tempo foi a presença de Alecsandro, que entrou no lugar de Jean e marcou um gol típico de centroavante, fazendo o time ter uma esperança de empate – sempre no jogo aéreo – e aposentando a estratégia do falso 9.
Com a derrota, pela 11.ª rodada do Campeonato Paulista, o Palmeiras ainda é o segundo colocado do Grupo B, com 15 pontos, atrás só do Ituano, que tem 18, mas já empatado em pontos com o Novorizontino. Já o Red Bull chegou aos 19 pontos, em segundo no Grupo D, do Corinthians, com sete de folga sobre o segundo colocado.
No domingo, o Palmeiras vai até Presidente Prudente para encarar o Água Santa, time de Diadema, às 16h. Depois, na quinta, recebe o Rio Claro. Já o Red Bull faz duelo caseiro contra a Ponte Preta, com quem divide o uso o Moisés Lucarelli. A partida, às 18h30 de domingo, terá mando do Red Bull.
FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 1 X 2 RED BULL BRASIL
PALMEIRAS – Fernando Prass; Lucas, Edu Dracena, Vitor Hugo e Egidio; Arouca, Jean (Alecsandro) e Robinho; Dudu (Allione), Erik (Zé Roberto) e Rafael Marques. Técnico: Cuca.
RED BULL BRASIL – Saulo; Everton Silva, Anderson, Diego Sacoman e Breno; Nando, Maylson, Misael (Lucas) e Galhardo (Rafael); Edmilson (Willian) e Roger. Técnico: Maurício Barbieri.
GOLS – Galhardo, aos 39, e Roger, aos 44 minutos do primeiro tempo; Alecsandro, aos 14 do segundo.
ÁRBITRO – Rodrigo Guarizo.
CARTÕES AMARELOS – Diego Sacoman, Roger, Alecsandro e Breno.
PÚBLICO – 14.395 pagantes.
RENDA – R$ 284.805,00.
LOCAL – Estádio do Pacaembu, em São Paulo.
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