Em lados opostos, técnicos de Equador e Honduras podem eliminar ex-seleções nesta sexta-feira (20)
Nesta sexta-feira (20), em Curitiba, Luis Fernando Suárez e Reinaldo Rueda, trocaram de posição. Ex-treinadores de Equador e Honduras, hoje estão de lados opostos e voltam a se encontrar, mas com um tempero: se houver um vencedor, este poderá deixar a equipe com um pé fora da Copa do Mundo da Fifa.


Hoje treinador de Honduras, Luis Fernando Suárez reencontra ex-equipe
Divulgação
Nesta sexta-feira (20), em Curitiba, Luis Fernando Suárez e Reinaldo Rueda, trocaram de posição. Ex-treinadores de Equador e Honduras, hoje estão de lados opostos e voltam a se encontrar, mas com um tempero: se houver um vencedor, este poderá deixar a equipe com um pé fora da Copa do Mundo da Fifa.
Acontece que Rueda, que um dia recolocou Honduras em uma Copa do Mundo após 28 anos de ausência, pode ser agora o algoz de seus ex-comandados. Caso semelhante acontece com Suárez, que, depois de colocar os equatorianos nas oitavas de final da Alemanha 2006, agora pode decretar o fim da caminhada para os sul-americanos. “Temos isso em mente desde dezembro, quando foi realizado o sorteio”, confirma Rueda em entrevista à Fifa poucos dias antes do confronto que promete fortes emoções.
“Do Equador só tenho a lembrar de uma série de coisas positivas, que me fizeram crescer como pessoa”, reconhece Suárez, que dirigiu a seleção equatoriana entre 2004 e 2007. “Escrevemos uma história muito bonita por lá, por isso talvez haja alguma demonstração de carinho no dia da partida. Se acontecer será muito gratificante do ponto de vista pessoal. O que vivemos por lá ficará para sempre.”
Separações muitas vezes podem gerar rancor, mas a história desses dois colombianos é bem diferente. Suárez, por exemplo, reconhece até que o Equador melhorou. “Este Equador é diferente do meu e traz muitos jogadores novos, o que indica um progresso evidente”, elogia.
Os elogios são bem recebidos por Rueda, que devolve a gentileza ao afirmar que esperava um resultado melhor de Honduras diante da França. Mas as demonstrações de carinho param por aí, já que as coisas devem ficar um pouco mais pegadas no Grupo E assim que o juiz apitar o início da partida nesta sexta-feira.
“Este será um jogo de muitíssima tensão e atenção, no qual cada bola será disputada com lealdade, mas também com força”, antecipa Suárez. “Vamos enfrentar uma partida muito dura e que será disputada em cada um dos 90 minutos. Depois sim, voltamos a ser amigos e a considerar todas as coisas maravilhosas e positivas que vivemos com a seleção e a torcida hondurenha”, reforça Rueda. O futebol, ao menos neste caso, é como o amor: não dura para sempre, ainda mais quando o que está em jogo é a classificação em uma Copa do Mundo.
(*com informações do site da Fifa)
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