Diaz: a melancolia elétrica do lo-fi

Na música, o termo “lo-fi” pode se referir a dois significados. O primeiro diz sobre a produção musical, geralmente caseira, que se popularizou nos anos 1990 nos Estados Unidos. “Lo-fi” é “low fidelity” (baixa-fidelidade, em tradução livre) apontando para a qualidade do som produzido de forma espontânea e independente.

Escrito por: Renan Simão2 min de leitura
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Guitarrista lança quatro músicas de projeto solo

Divulgação/Danilo Sevali

Na música, o termo “lo-fi” pode se referir a dois significados. O primeiro diz sobre a produção musical, geralmente caseira, que se popularizou nos anos 1990 nos Estados Unidos. “Lo-fi” é “low fidelity” (baixa-fidelidade, em tradução livre), expressão que aponta para a qualidade do som produzido de forma crua e independente.

O segundo fala do gênero “lo-fi”, um estilo musical que se aproxima de gravações da música tocada ao vivo, com ruídos e distorções dos instrumentos incorporando-se à produção final. O importante para artistas como Syd Barrett e Velvet Underground -nos anos 1960-, Pavement, Neutral Milk Hotel, Jon Spencer Blues Explosion e muitos outros -nos anos 1990- era, considerando as diferentes proporções, o resultado de um momento específico em que a canção foi gravada. Um paralelo da inspiração “faça você mesmo” que veio do punk e do hardcore.

Pois é neste balaio estético que o taubateano Diaz apresenta o single “Não É Por Isso”, parte de mixtape de quatro músicas lançado na última semana pelo selo recifense Transtorninho Records. “Sempre abracei essa estética. Você não precisa de tantos recursos para chegar a uma conclusão plausível para o que está pensando”, diz Diaz, ou Vinicius Dias, que gravou essas canções e os EPs “Caipira” e “Delirante EP” em 2013 no estúdio de sua casa em Taubaté.

Fagner
A mixtape também tem o b-side “Silenciosamente Espero Ela Chegar” e os covers de “Sujeito Sem Brio”, do Hierofante Púrpura, e “Terrapin”, a primeira música de “The Madcap Laughs”, primeiro disco solo de Syd Barrett, líder do Pink Floyd. Todas as faixas foram feitas com voz, violão, guitarra e softwares de sintetizadores, recheadas de camadas de distorção.

O “lo-fi” e parte das letras, diz Diaz, vem dos tempos de Sin Ayuda, banda da qual o guitarrista foi compositor nos últimos cinco anos. “Depois que a gente parou, eu continuei compondo e fui para um outro caminho, como cantar só em português”, afirma o músico, que também lembra do americano Ty Segall, do próprio Hierofante Púrpura e de Raimundo Fagner como influências das canções. “A parada é essa: ‘lo-fi’, violão, guitarra e melancolia”.

Junto com os registros anteriores, Diaz faz o lançamento do novo repertório no dia 26, em São Paulo, abrindo para o Hierofante Púrpura na noite “Noise Free”, da Associação Cecília, em São Paulo.

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