Duda Maia dirige três musicais infantojuvenis
Em uma casa onde tudo é programado – até o volume de uma lágrima -, a situação se humaniza quando um poeta é comprado. Sim, como um bichinho de estimação. Logo, porém, o rapaz vai modificar a rotina ao ensinar à menina e ao menino ações simples, mas fundamentais, como observar borboletas ou aprender a dar abraços. Inspirada no livro do…

Em uma casa onde tudo é programado – até o volume de uma lágrima -, a situação se humaniza quando um poeta é comprado. Sim, como um bichinho de estimação. Logo, porém, o rapaz vai modificar a rotina ao ensinar à menina e ao menino ações simples, mas fundamentais, como observar borboletas ou aprender a dar abraços.
Inspirada no livro do português Afonso Cruz, a peça Vamos Comprar um Poeta é dedicada às crianças, mas traz uma importante mensagem para os adultos sobre a importância da cultura em um mundo cada vez mais dominado pela economia.
“Trabalhar com criança é muito sério”, comenta Duda Maia, que dirige o espetáculo, em cartaz no CCBB, aos sábados, às 11h. Vamos Comprar…, aliás, fecha uma trilogia iniciada em 2016, com A Gaiola, que acompanha o passarinho que, ao cair na varanda de uma menina, é cuidado por ela. Dessa relação, nasce o amor. A peça estará em cartaz no mesmo espaço, entre os dias 21 de julho e 4 de agosto, de sexta a domingo, sempre às 15h.
O segundo musical, Contos Partidos de Amor, nasceu dois anos depois – livremente inspirado em contos e poemas de Machado de Assis, conta a história de quatro pessoas amorosas e ciumentas, que revelam suas verdades sobre as relações humanas por meio de dança e diálogos bem-humorados. O espetáculo estreia nesta sexta-feira, 5, também no CCBB, e ficará em cartaz até o dia 20 de julho, com apresentações de sexta a domingo, às 15 horas.
“Em todas as peças, há um cuidado na criação dos diálogos, especialmente para também atrair o público adulto”, observa Duda, que também assina o musical Elza, um dos mais premiados do ano passado.
De fato, a costura dramatúrgica torna-se uma das atrações dos espetáculos. Em Vamos Comprar um Poeta, a adaptação de Clarice Lissovsky é precisa ao mostrar os malefícios provocados por uma rotina baseada essencialmente em dados econômicos, deixando os aspectos humanísticos em segundo plano. “Sentimos a necessidade de mostrar como a cultura é importante dentro de casa”, completa a encenadora, que não esconde o tom político da montagem. “O original português foi escrito quando o governo de lá extinguiu o Ministério da Cultura, como aconteceu aqui.”
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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