Eles se transformaram em palhaços por melhor qualidade de vida

Pessoas ‘comuns’ pintam a cara para driblar timidez e perfeccionismo

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
fundo_placeholder-023136
adriana_e_sergio_v_525x460

Ao lado de Adriana Barja, o engenheiro Sérgio Guilardi assume seu lado lúdico

Arquivo pessoal

Eles estão entre nós. Andam por aí travestidos de engenheiros, vendedores, motoristas, advogados. Mas não se deixem enganar pelo aspecto compenetrado. Basta uma folga na rotina diária para que respeitáveis cidadãos se transformem, num piscar de olhos, em seres atrapalhados e divertidos com seus narizes vermelhos: palhaços, de fato.

Seja para perder a vergonha, seja para se divertir ou até para relaxar do estresse cotidiano, pessoas “comuns” têm procurado cada vez mais as oficinas de palhaçaria. No Teatro D’Aldeia, em São José dos Campos, a maioria da turma não é feita de palhaços ou mesmo de um público ligado às artes cênicas.

Trabalhadores de profissões, digamos, convencionais encontram nas aulas um horário de divertidos ensinamentos que acabam se estendendo para outras áreas de sua vida.

É o caso do engenheiro civil Sérgio Luis Guilardi, de 52 anos. Após encarar uma rotina encarando obras, prazos e fornecedores, é no palco que ele assume sua identidade mais divertida.

“Desde a primeira aula que fiz já me senti mais solto. Parece bobeira, mas a experiência como palhaço te ajuda a achar mais graça na vida. A gente começa a cultivar um olhar mais bem humorado para a nossa rotina. E o mais legal, no meu ponto de vista, é expressar melhor a alegria. Pra mim é ótimo sair desse clima mais racional e matemático que é meu dia-a-dia”, afirma.

O sentimento é parecido com o da empresária Amanda Magalhães, de Caçapava. Atuando no ramo de vestuário, ela precisa administrar a loja, lidar com a clientela e promover ações promocionais para driblar a crise. Por curiosidade procurou a oficina de palhaços e o resultado foi além do esperado.

“Sempre tive muita vontade de conhecer essa área e fiquei encantada. O mais interessante é que a atividade como palhaça me ensina que eu posso errar, que tenho esse direito como humana que sou. Essa experiência abre seu campo de percepção das coisas e te deixa mais tranqüila para realizar a suas atividades diárias”, explica.

Oficina
Nos dias 24 e 25 de setembro, o Teadro D’Aldeia promove a oficina “O Palhaço O Que É?”. A atividade aborda os segredos da palhaçaria, além de propor exercícios de improviso e de clássicas esquetes do palhaço.

O encontro será ministrado pela atriz e palhaça Adriana Barja, ou a palhaça Panqueca, para os íntimos. De acordo com ela, os traços do palhaço ajudam a humanizar o cotidiano de quem se arrisca nesta arte.

“Mostramos aos alunos que tudo o que há de humano cabe dentro do palhaço. E essa humanização é importante para lidarmos com a nossa vida diária. Outra coisa interessante é o fato de cada um ter a sua graça particular. Portanto, ao encontrar o que é hilário em si mesmo, as pessoas acabam se descobrindo melhor”, comenta.

Em ambos os dias, a oficina acontece das 14h às 18h. Mais informações podem ser obtidas por meio do telefone (12)3028-6317.

E O PALHAÇO, O QUE É? 
DATA: 24 E 25 DE SETEMBRO
HORÁRIO: DAS 14H ÀS 18H.
INFORMAÇÕES: TEATRO D`ALDEIA: 3028-6317

Publicado em: