Eliminado pela Alemanha em 2002, Beasley comemora classificação
“O resultado foi o mesmo da última vez em que jogamos contra a Alemanha, mas desta vez foi diferente para nós”, disse DaMarcus Beasley ao site da Fifa no túnel da Arena Pernambuco, em tom de comemoração mesmo após uma derrota de 1 a 0 para a Alemanha. O resultado foi suficiente para levar a seleção americana às oitavas de final da Copa do Mundo da Fifa 2014. “Você viu as cotoveladas. É muito difícil jogar contra a Alemanha.”


Beasley comemora classificação dos Estados Unidos
Getty Images/Divulgação
“O resultado foi o mesmo da última vez em que jogamos contra a Alemanha, mas desta vez foi diferente para nós”, disse DaMarcus Beasley ao site da Fifa no túnel da Arena Pernambuco, em tom de comemoração mesmo após uma derrota de 1 a 0 para a Alemanha. O resultado foi suficiente para levar a seleção americana às oitavas de final da Copa do Mundo da Fifa 2014. “Você viu as cotoveladas. É muito difícil jogar contra a Alemanha.”
Beasley já sabia disso. Ele é o único jogador americano que esteve em campo no revés de 1 a 0 para a Alemanha na Copa do Mundo de 2002. Naquela época, com apenas 20 anos, ele era um atacante cheio de velocidade. Era o futuro do futebol dos EUA. Doze anos depois, carrega marcas sob os olhos. A barba já tem alguns fios grisalhos. E ele agora é um jogador de defesa.
O experiente atleta ganhou uma nova chance do técnico Jürgen Klinsmann e está jogando a Copa do Mundo pela quarta vez. “DaMarcus é versátil”, disse o treinador dos EUA. “Ele faz tudo o que lhe é pedido.” Após uma ausência de mais de um ano, muitos pensaram que a sua carreira na seleção dos EUA já havia acabado. Mas Klinsmann o convocou novamente no ano passado para suprir a falta de um lateral esquerdo, colocando-o brevemente como capitão.
“Ainda tenho o espírito de atacante dentro de mim”, disse Beasley ao tirar fotos com o lesionado Jozy Altidore. “Os meus olhos ainda brilham quando chego perto da área. Mas o meu trabalho principal é ficar atrás e proteger o gol. É legal chegar em uma dividida de vez em quando.”
É difícil conseguir uma segunda chance, e Beasley está aproveitando a sua. “Agora que estamos na fase de mata-mata, é só cometer um erro e tudo acaba”, disse ele enquanto os jogadores alemães passavam e acenavam. A festa foi dupla em Recife quando as duas equipes passaram para a próxima fase, diferentemente de 12 anos atrás, quando a derrota para a Alemanha pelo mesmo placar mandou uma excelente seleção americana para casa. “Queremos melhorar. Está havendo muitos resultados inesperados nesta Copa do Mundo. Tudo pode acontecer.”
Ninguém na seleção americana tem tanta experiência quando Beasley, nem mesmo Tim Howard ou Clint Dempsey. O ex-atacante é uma cápsula do tempo de um dos momentos mais produtivos da história do futebol do país. “O futebol dos Estados Unidos cresceu de várias formas,” disse Beasley, dono de mais de cem jogos pelo seu país. “Temos um entrosamento que não tínhamos antes. Gostamos de jogar com a bola no pé, e isso é tudo novo para nós. Temos jogadores atuando na Europa e jogando em grandes clubes.”
Beasley abriu o caminho para muitos dos jogadores de que ele fala, deixando o país após a Copa do Mundo de 2002 para jogar no Rangers, no PSV Eindhoven e no Manchester City. Isso em uma época em que os atletas americanos ainda eram uma raridade nos clubes europeus. Agora ele está encerrando a carreira no México, um país onde jogadores dos EUA ainda não são muito respeitados. Mas Beasley venceu também essa barreira e hoje é um dos favoritos dos torcedores do Puebla.
O telefone vibra com textos e sons no seu bolso. Mensagens chegam de casa. A popularidade do futebol no seu país mudou nos últimos 12 anos, e estima-se que 25 milhões de espectadores americanos tenham assistido à partida entre EUA e Portugal em Manaus. “Estão enlouquecendo por lá,” disse. “E olhe para os torcedores que vieram aqui. Estamos em maior número do que a maioria das outras seleções. Fomos notados em 2002, mas agora é diferente.”
Muita coisa mudou para DaMarcus Beasley durante estes 12 anos, mas a paixão pelo futebol no seu país está intacta. “Quando eu me aposentar, quero que os Estados Unidos cresçam ainda mais”, afirmou, sabendo que esta será a sua última Copa do Mundo. “Quero passar algo adiante”, concluiu, com uma pequena melancolia na voz.
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