Em Harvard, Tite pede que ‘talentos’ do futebol brasileiro voltem a jogar no País
O técnico da seleção brasileira, Tite, defendeu neste domingo que os talentos do futebol nacional voltem a jogar no País – e não em times estrangeiros, a maioria da Europa – como uma das medidas que fará com que a modalidade recupere seu prestígio e volte a ser grande. “Economicamente (é preciso) manter nossos principais atletas no Brasil….

O técnico da seleção brasileira, Tite, defendeu neste domingo que os talentos do futebol nacional voltem a jogar no País – e não em times estrangeiros, a maioria da Europa – como uma das medidas que fará com que a modalidade recupere seu prestígio e volte a ser grande.
“Economicamente (é preciso) manter nossos principais atletas no Brasil. Desde 1990 ou 1994, 80% ou mais estão todos atuando na Europa. O nosso campeonato fica restrito”, comentou Tite, ao ser questionado em Harvard sobre o que fazer para que o futebol brasileiro “volte a ser tão grande quanto a sua história” – é o único pentacampeão do mundo, mas não ganha uma Copa desde a conquista de 2002.
Tite participou da Brazil Conference, evento organizado pelos alunos brasileiros das universidades de Harvard e do MIT, nos Estados Unidos. A resposta para a melhora no futebol do País demanda um conjunto de fatores. Além da questão dos jogadores, Tite defendeu também que os técnicos brasileiros evoluam “cada vez mais” e busquem “informações que gerem conhecimento e melhora”.
O técnico da seleção afirmou que a base do futebol precisa melhorar. Disse ainda que estão surgindo no Brasil mais treinadores estudiosos associados à figura do ex-atleta. Sem se aprofundar, Tite também afirmou que questões envolvendo o calendário brasileiro e da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) poderiam ser mais discutidas – há um trabalho entre CBF e Conmebol nesse sentido para melhorar os calendários das competições no Brasil e na América do Sul.
Ao abordar temas relacionados à Copa do Mundo de 2018, disputada na Rússia, Tite afirmou que a seleção fica “pressionada” com a alta expectativa em torno dela. “A gente carrega toda a história de Pelé, de Zagallo…”, comentou. Ele ressaltou que a jogada envolvendo o volante Fernandinho, na derrota para a Bélgica por 2 a 1 e que tirou o Brasil da competição prematuramente, foi um “acaso”.
“O jogo de desempenho e o jogo de resultado às vezes comungam e às vezes não comungam”, disse Tite, ao afirmar que já teve grande satisfação em trabalhos que não renderam títulos. O treinador sabe que estará pressionado daqui a dois meses, quando o País receberá a Copa América. A seleção fará duas partidas em São Paulo na fase de classificação, no Morumbi e no estádio do Corinthians.
O evento em Harvard era para ter também a participação de Pelé, que seria homenageado. Mas o Rei do Futebol permanece internado em Paris em tratamento de infecção urinária.
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