Em jogo com 2 apagões no Pacaembu, Santos bate Santa Cruz e se consolida no G4
O Santos conquistou a sua terceira vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro ao bater o Santa Cruz por 3 a 2, em noite chuvosa no estádio do Pacaembu, neste domingo, em São Paulo, pela 26.ª rodada. Antes já tinha superado o Botafogo por 1 a 0, no Rio, e o Corinthians por 2 a 1, na Vila Belmiro. Quase 29 mil torcedores foram ao estádio, que…

O Santos conquistou a sua terceira vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro ao bater o Santa Cruz por 3 a 2, em noite chuvosa no estádio do Pacaembu, neste domingo, em São Paulo, pela 26.ª rodada. Antes já tinha superado o Botafogo por 1 a 0, no Rio, e o Corinthians por 2 a 1, na Vila Belmiro. Quase 29 mil torcedores foram ao estádio, que várias horas mais cedo abrigou uma quantidade de público muito semelhante na vitória do vice-líder Flamengo sobre o Figueirense, assistida de perto por 28.168 pagantes.
O resultado fez o time santista se consolidar no G4 do Brasileirão, com 45 pontos, agora apenas um atrás do Atlético Mineiro, o terceiro, e também atrás de Flamengo, com 50, e do líder Palmeiras, com 51. E agora a equipe santista ostenta quatro pontos de vantagem para o Corinthians, que se manteve em quinto lugar mesmo após a derrota por 2 a 0 para o Palmeiras, sofrida no último sábado, no Itaquerão.
O Santa Cruz permanece na penúltima posição, com 23 pontos, só à frente do América-MG, lanterna, com 15, dentro da zona de rebaixamento ao lado ainda de Internacional, com 27, e Figueirense, com 28.
Uma fraca garoa recepcionou os dois times para o início do jogo. Mas o Santos começou em alta velocidade e marcou seu gol logo aos quatro minutos. O lance começou com a descida de Victor Ferraz pelo lado direito. Ele levantou no segundo pau, onde Ricardo Oliveira cabeceou, a bola tocou nas costas de Léo Moura e sobrou do outro lado para Copete. Mesmo desequilibrado, ele chutou à de perna esquerda no canto de Tiago Cardoso. O goleiro ainda tocou na bola, mas não evitou o gol.
Como se fosse um sinal, a chuva aumentou e passou a atrapalhar os jogadores. A maioria entrou em campo com chuteira de crava baixa, porque não esperava a chuva onde se usa crava alta para evitar os escorregões. O time paulista continuou melhor, tocando a bola com consciência e sem ser intimidado pelo visitante.
Com Lucas Lima bem marcado, quem passou a armar as jogadas para o ataque foi Vitor Bueno. De seus pés saíram as outras duas chances reais para ampliar o placar. Aos 30 minutos ele foi lançado em velocidade pelo lado esquerdo e inverteu para a direita em direção a Ricardo Oliveira. O artilheiro dominou a bola, mas foi surpreendido pela imediata saída de Tiago Cardoso. A bola explodiu em seu peito e saiu.
O goleiro pernambucano também evitou outro gol aos 37 minutos ao abandonar a área para sair em cima de Copete, que recebeu outro passe de Vitor Bueno. O Santa Cruz só ameaçou uma vez. Após levantamento alto para a área, o zagueiro Danny Moraes ganhou na cabeça do goleiro Vanderlei, mas mandou para fora, aos 43 minutos. O domínio foi total do Santos, que exagerou nos erros de passes (43 ao total), perdendo a chance de ter uma vantagem maior no placar. Era um jogo fácil que ficou perigoso, com resultado indefinido.
RAIOS E APAGÕES – A chuva diminuiu no intervalo, mas era acompanhada por muitos raios e quando os times se preparavam para voltar ao gramado caiu a energia elétrica. Os torcedores iluminaram as arquibancadas com os celulares e saltavam para manter o corpo aquecido. Aos poucos a luz voltou e o jogo recomeçou com 18 minutos de atraso. Os dois times não fizeram alterações.
O Santa Cruz começou mais avançado e empatou aos 10 minutos. Após cruzamento de Léo Moura, o lateral Victor Ferraz tentou aliviar, mas entregou nos pés de Keno. Ele fintou dois zagueiros no corpo e bateu de esquerda no canto de Vanderlei. Por alguns minutos, o Santos sentiu o golpe. Quando ameaçou reagir, o jogo parou de novo, aos 19 minutos. Uma torre de iluminação e mais algumas lâmpadas apagaram e a arbitragem interrompeu o jogo. Mais 15 minutos de paralisação.
A bola voltou a rolar com o Santos indo ao ataque. Copete foi lançado em velocidade pela esquerda e cruzou para a grande área, onde Ricardo Oliveira deu um leve toque e ajeitou para o chute forte de Jean Mota. Gol do Santos aos 26 minutos.
Quase que Grafite empatou aos 36 minutos com uma cabeçada à queima roupa em cima de Vanderlei. Sinal de que o jogo continuava perigoso. Tanto que o Santa Cruz empatou aos 40 minutos. Keno puxou o contra-ataque pela esquerda e fez o passe para Grafite no lado direito. Sem ângulo, Grafite foi inteligente e fez o passe perfeito entre três marcadores para Keno, que bateu no alto e deixou tudo igual.
Restava ao Santos buscar mais um gol, que saiu aos 41 minutos com Vitor Bueno. Ele desceu pelo lado direito em velocidade, entrou em diagonal e bateu de esquerda no ângulo de Tiago Cardoso. Um golaço.
Na 27.ª rodada o Santos vai enfrentar o Sport, em Recife (PE), sábado, às 18h30. Antes, porém, na quarta-feira, vai fazer o jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil contra o Vasco, em São Januário, no Rio. Os santistas venceram na Vila Belmiro por 3 a 1 o confronto de ida.
O Santa Cruz vai atuar fora de casa diante do Figueirense, no próximo domingo, às 11 horas, em Florianópolis (SC), pela próxima rodada do Brasileirão. Na quarta-feira à noite volta a atuar pela Copa Sul-Americana após eliminar o rival Sport na fase anterior. O time pernambucano vai enfrentar o Independiente de Medellín, na Colômbia.
FICHA TÉCNICA
SANTOS 3 X 2 SANTA CRUZ
SANTOS – Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia (Jean Mota), Lucas Lima (Yuri) e Vitor Bueno; Copete e Ricardo Oliveira (Rodrigão). Técnico: Dorival Júnior.
SANTA CRUZ – Tiago Cardoso; Léo Moura, Neris, Danny Morais e Allan Vieira (Luan Peres); Jadson (Wellington César), Derley, Pisano e João Paulo; Keno e Bruno Moraes (Grafite). Técnico: Doriva Bueno.
GOLS – Copete, aos quatro minutos do primeiro tempo; Keno, aos 10 e 40, Jean Mota, aos 26, e Vitor Bueno aos 41 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO – Francisco Carlos do Nascimento (AL).
CARTÕES AMARELOS Luiz Felipe (Santos); Wellington César (Santa Cruz).
RENDA – R$ 884.560,00.
PÚBLICO – 24.586 pagantes (28.763 total).
LOCAL – Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP).
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