Escritora taubateana cria palavras-personagem em novo livro
Em uma cidadezinha, crianças brincam de Vaca Amarela, o famoso jogo de silêncio, que dá o cocô da vaca a quem falar primeiro. Como nenhum dos pequenos quer perder, o grupo fica mudo. Como se um gato viesse comer a língua deles. O que faz as crianças voltarem a falar não é uma pessoa, mas uma palavra mágica.


“Palavra Mágica”, de Teresa Cristina
Divulgação
Em uma cidadezinha, crianças brincam de “Vaca Amarela”, o famoso jogo de silêncio. Como nenhum dos pequenos quer perder, o grupo fica mudo. Como se um gato viesse comer a língua deles. O que faz as crianças voltarem a falar, no entanto, não é uma pessoa, mas uma palavra mágica.
É com essa história que a escritora taubateana Teresa Cristina, 56 anos, lança no mês de setembro o livro “Palavra Mágica” (Cachecol Editora).
Quinta obra na carreira da escritora, tem como alvo o público infantil de 4 a 9 anos e pretende chamar a atenção com sua estrutura lúdica da língua portuguesa.
“A ideia foi criar uma teia de palavras e tirar de cada palavra, muitas outras. É uma coisa do subconsciente. Quantas palavras temos em ‘livro’? Conseguimos tirar um rio, um mar, lembranças, saudade”, explica a autora que levou “Palavra Mágica” à Bienal do Livro de São Paulo, no fim de agosto.
Depois da palavra mágica (“chave”) libertar os meninos do silêncio, a aventura se desenvolve com descobertas do que há dentro de “rua”, “sono”, “acordar”, “amor”, entre outras. Até a Dona Chica, que se tornou famosa por atirar um pau num gato, entra na brincadeira das palavras.
“A linguagem tem que ser lúdica, de fazer brincar. O didático eles já têm na escola”, afirma Teresa, destacando que, buscando diversão, as novas gerações de crianças cada vez mais digitalizadas podem se interessar por sua palavra impressa.
Começo
Teresa é contadora de histórias, presta serviços ao Instituto Recriar em São José dos Campos, e também foi professora de História em ensino fundamental e médio. Ganhou o hábito de ler aos 13 anos, quando pegava livros de uma biblioteca itinerante que ficava próxima à sua escola, Monteiro Lobato, o Estadão, em Taubaté.
“Lá, eu lia Júlio Verne, Mark Twain, Alexandre Dumas, ‘Robson Crusoé’, ‘O Pequeno Príncipe’. Dava uma responsabilidade a gente emprestar, ler e cuidar dos livros. Essa experiência foi fundamental para me tornar uma escritora”, relembra.
“PALAVRA MÁGICA”
Editora: Cachecol Editora
Número de páginas: 21
Preço: R$ 25
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