Especial Dia do Músico: descubra o som vibrante do grupo Serial Funkers

Do início a projetos futuros, conheça a banda que está abalando o RMVale

Escrito por: Meon Redação6 min de leitura
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Do início aos projetos futuros, conheça a banda que está abalando o RMVale

Divulgação

A música é uma das artes mais contagiantes e talvez a mais efêmera de todas. Preenche o espaço enquanto é tocada, faz chorar, sorrir e expressa o sonho e a realidade. Sem a mente inquieta do artista, sem a criatividade e o talento, nenhuma obra seria possível e nem todas essas sensações seriam despertas nas pessoas. O Meon, pensando em homenagear essa profissão que tem seu brilho mas às vezes não recebe o reconhecimento necessário, publicará durante esta semana uma série de reportagens sobre os músicos que se destacam na região.

No dia 22 de novembro é celebrado o dia de Santa Cecília, padroeira dos músicos. Por isso, também tornou-se o Dia dos Músicos. Quem estreia a série hoje é a banda Serial Funkers, que iniciou a carreira no Vale do Paraíba e hoje toca por todo o Brasil. Após nove anos de estrada, a banda celebra – mais do que nunca – o sucesso que embala o público ao som do soul, da black music e das grandes influências da música brasileira. Saiba mais um pouco sobre o estilo e o grupo na entrevista com o baterista Luguta:

Como surgiu a banda? Como vocês se conheceram?

Quem montou a banda foi um guitarrista de blues de São José dos Campos chamado Lancaster Ferreira, ele é um dos melhores guitarristas de blues do Brasil. Ele montou essa banda com o propósito de tocar nas noites de São Paulo, enquanto reunia alguns músicos, ele me ligou e nós chamamos alguns amigos. Aí a gente montou a banda e colocou na estrada para começar a tocar, o Lancaster ficou com a banda cerca de quatro anos mas mesmo depois dele sair a gente continua fazendo trabalhos juntos até hoje pois somos muito amigos. Três composições do nosso CD  são musicas dele.

O propósito inicial da banda continuou o mesmo ou tiveram alterações?

Quando a gente montou a banda a ideia era tocar nas melhores casas de show de São Paulo e tocar um repertório que a gente gostasse, lógico que depois de oito anos  na estrada nosso público e a gente mesmo começou a sentir a necessidade de ter um trabalho próprio, então achamos que dois de oito anos de banda já estava na hora de preparar esse material, então nós  gravamos o CD e fizemos o pré-lançamento do em 2014.

Quais as maiores inspirações nas composições e no estilo da banda?

A gente gosta de pegar bandas de referencia que nós gostamos, escutamos bastante Steve Wonder, Michael Jackson, Tim Maia, são fontes ajudam nas nossas composições. A banda Jamiroquai, que é um grupo mais novo, nós gostamos bastante também, essas são as inspirações em comum, temos gostos pessoais também que acabam entrando como influência também. Apesar de termos gostos diferentes, o gosto pessoa de cada um  é muito parecido, acho que isso faz a gente se dar tão bem.

Com tantas inspirações  estilos diferentes, vocês conseguem se definir como um único gênero?

Nós somos uma banda super aberta, infelizmente, o mercado exige que a gente se defina, nós somos hoje uma banda de soul, black music, funk music, que é o que a gente gosta de tocar, mas a melhor definição para a banda é o soul music.  Mas depois de alguns anos, descobrimos que somos uma banda de música, tivemos que definir um estilo para o mercado, mas quem vai no nosso show hoje vê a gente tocando soul music, baião – até tocamos “Galopeira”, que não tem nada a ver com que estamos acostumados- , mas o pessoal curte, dá risada e se diverte. Então nosso CD por exemplo, tem samba-rock, a gente gosta de tocar o que nos faz bem e quem assiste nossos show percebe que tocamos de tudo.

E graças a Deus o nosso repertório é muito popular, ás vezes tocamos em eventos e festas grandes que também têm shows de músicos sertanejos, por exemplo, e a gente acaba tocando pro público deles também, que aceita muito bem o nosso som.

Hoje em dia como vocês veem o mercado da música? É possível viver de música?

Sim, a gente já vive de música há muitos anos e apesar do mercado de trabalho estar difícil para todos,  como em qualquer profissão, as pessoas precisam se destacar, os detalhes que fazem a diferença e a gente acredita e se preocupa muito com esses detalhes, que possibilitam a gente trabalhar.

A banda está na estrada a nove anos e já tocou com grandes nomes da música e cativou seu público. O que mudou depois da aparição da banda no programa SuperStar?

Certamente foi a visibilidade nacional, antes de aparecer na TV nós já tínhamos criado um nome e um público em São Paulo além da amizade de músicos incríveis, mas o programa deu a possibilidade de tocar em muitas capitais, já tocamos no Espírito Santo, São Luis do Maranhão.. nossa a gente foi para tanto lugar e está sendo demais poder mostrar nosso trabalho para tanta gente além de São Paulo, Vale do Paraíba e Rio de Janeiro. Hoje temos vídeos com mais de 120 mil views, é sensacional e é tão rápido que chega a fugir do nosso controle, o que faz com que a procura dos show aumente também.

Vocês tem uma ligação muito forte com o Vale do Paraíba, qual a sensação de tocar aqui na região?

A gente aqui no Brasil tem uma cultura de ser “bairrista”, então por exemplo, quando você tem uma pessoa que mora na sua cidade, ou na sua rua, que você já viu no mercado ou sempre encontra e aquela pessoa está na televisão, você se sente bem porque pensa “Poxa, eu conheço aquela pessoa”. Então as pessoas vibram com isso, nossos shows hoje no Vale do Paraíba  tem uma lotação super legal porque eles querem conhecer a gente, querem conversar, tirar foto. E esse retorno é muito interessante, pois tem gente que já acompanhava a banda, já gostava e via tocando em algumas bandas na região, mas tem esse sentimento de ver  uma banda que todos viram começar e agora ver na televisão. Então nós percebemos muito esse carinho com a gente durante os shows aqui, isso é muito legal e agente não esperava.

Quais são as expectativas e projetos futuros da banda?

A gente agora vai começar a fazer vários pocket shows, especialmente no Vale do Paraíba, para promover o lançamento do CD “Porque Funk é Coisa Séria”. E estamos com muitos projetos para o ano que vem, já para o segundo semestre vamos iniciar a gravação do segundo CD, a gente também tem um  projeto de muitos anos chamado “Serial Funkers Convida”, onde trazemos participações especiais e agora para 2016 faremos bastante shows com amigos convidados.

Confira aqui um pouco do som do grupo:

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