Exemplo para Neymar, português Cristiano Ronaldo melhorou na base da ‘porrada’
Cinco prêmios de melhor do mundo, cinco títulos da Liga dos Campeões e uma vasta coleção de troféus. Hoje, Cristiano Ronaldo é reconhecido apenas por sua performance fora de série. Porém, num passado nem tão distante assim, ele experimentou algo semelhante ao que se passa com Neymar: o talento incomum era, muitas vezes, ofuscado pela fama de…

Cinco prêmios de melhor do mundo, cinco títulos da Liga dos Campeões e uma vasta coleção de troféus. Hoje, Cristiano Ronaldo é reconhecido apenas por sua performance fora de série. Porém, num passado nem tão distante assim, ele experimentou algo semelhante ao que se passa com Neymar: o talento incomum era, muitas vezes, ofuscado pela fama de cai-cai.
A mudança do Sporting Lisboa para o Manchester United, onde jogou de 2003 a 2009, lhe rendeu prestígio, dinheiro e uma enxurrada de críticas da mídia, dos torcedores e dos jogadores do Campeonato Inglês, que o acusavam de simular faltas e tentar ludibriar a arbitragem – por lá, o gesto é chamado de “diving” (“mergulho”). Não raro, CR7 recebia vaias quando pegava na bola durante os jogos.
A mania irritava os próprios companheiros de equipe. Em um documentário, Phil Neville, ex-atleta do Manchester United, contou que o primeiro ano, especialmente, foi de “aprendizado” para o português. A técnica? Pancada. “Nos treinos, tínhamos o (Roy) Keane, o (Nicky) Butt e o (Paul) Scholes, e sempre que ele pegava a bola, eles o chutavam repetidamente. Não apenas uma vez. Chutavam-no todo dia, toda semana, a temporada toda”, contou Neville. Tudo incentivado pela comissão técnica, orientada pelo técnico Alex Ferguson.
A fama negativa chegou a tal ponto que os árbitros ingleses utilizaram Cristiano Ronaldo como objeto de estudo, ao produzirem um vídeo com a compilação de vários lances de simulação. O ex-árbitro e atual comentarista da TV Globo Leonardo Gaciba conta que esse material foi exibido durante um curso na Granja Comary ministrado para juízes do quadro da Fifa. “Aqui no Brasil, um vídeo semelhante a este seria considerado perseguição ao jogador. É uma cultura diferente”, analisou Gaciba.
O português ainda comete exageros, reclama com a arbitragem, mas melhorou sensivelmente nesse aspecto.
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