Federação Internacional retém prêmio de R$ 4 mi à CBV
Em mais um capítulo da crise no vôlei, a Confederação Brasileira (CBV) acusa a Federação Internacional (FIVB) de não ter repassado à entidade nacional o pagamento de premiações de dois torneios. A FIVB, segundo a CBV, deve mais de US$ 1,5 milhão (quase R$ 4 milhões) relativos aos resultados obtidos pelo País no Grand Prix (em que foi campeão) e…

Em mais um capítulo da crise no vôlei, a Confederação Brasileira (CBV) acusa a Federação Internacional (FIVB) de não ter repassado à entidade nacional o pagamento de premiações de dois torneios. A FIVB, segundo a CBV, deve mais de US$ 1,5 milhão (quase R$ 4 milhões) relativos aos resultados obtidos pelo País no Grand Prix (em que foi campeão) e a Liga Mundial (em que o time de Bernardinho ficou em segundo lugar).
O “confisco” cobriria as garantias financeiras do Brasil, que se comprometeu a organizar a fase final da Liga Mundial de 2015. Mas a CBV anunciou ter desistido do torneio após o técnico Bernardinho e três atletas (Mário Júnior, Murilo e Bruninho) terem recebido punições disciplinares no Mundial da Polônia, disputado em setembro deste ano.
“A FIVB tem retido o pagamento dos prêmios recebidos pela CBV na Liga Mundial e Grand Prix, sem o consentimento da CBV”, afirmou a entidade em nota à reportagem. “A FIVB quer usar o valor como compensação para taxa de sediamento”. Procurada, a FIVB não se pronunciou a respeito.
A reportagem revelou que a Federação Internacional tenta negociar uma saída para a crise com a CBV. Fontes da entidade sediada na Suíça afirmaram que já abriram contato com o Brasil por meio de e-mails e telefonemas. Em janeiro, reuniões devem ser realizadas para manter a competição no País.
Caso a CBV mantenha a sua posição, o vôlei brasileiro pode receber três punições, de forma individual ou cumulativa: suspensão de um ano das competições internacionais, ficar quatro anos sem sediar eventos promovidos pela FIVB e a cobrança de uma multa que varia entre US$ 44 mil (R$ 118 mil) a US$ 110 mil (R$ 297 mil) A CBV não informou a sua posição sobre a tentativa de conciliação.
RECURSO ATÉ O CAS – Uma equipe de advogados contratada pela CBV prepara a defesa de Bernardinho, Mário Júnior, Murilo e Bruninho, que será encaminhada ao Tribunal de Apelação da FIVB. Os brasileiros já acenam com a possibilidade de ir à Corte Arbitral do Esporte (CAS), instância máxima da justiça esportiva, caso as penas não sejam revistas.
Bernardinho foi o que recebeu maior punição: 10 jogos de suspensão e multa de US$ 2 mil (R$ 5,3 mil). O líbero Mário Júnior não poderá atuar por seis partidas, enquanto que o ponta Murilo fica fora de uma. O levantador Bruninho, capitão da seleção, terá de pagar multa de US$ 1 mil (R$ 2,65 mil).
Segundo o Painel Disciplinar, técnico e jogadores confrontaram a mesa de arbitragem após a derrota do Brasil para a Polônia, além de Bernardinho e Bruninho não terem ido à coletiva de imprensa realizada após a partida, válida pela terceira fase do Mundial.
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