Festival de teatro debate o contemporâneo em Brasília
A Geórgia é um país situado no Cáucaso com uma população de cinco milhões de pessoas espremidas entre a Rússia, Armênia, Azerbaijão e Turquia. É de lá que vem um dos trabalhos que integram a programação do Cena Contemporânea, que se estende até 30 de agosto em mais de 15 espaços de Brasília. O espetáculo chamado 2 + 2 = 2 faz parte de uma…

A Geórgia é um país situado no Cáucaso com uma população de cinco milhões de pessoas espremidas entre a Rússia, Armênia, Azerbaijão e Turquia. É de lá que vem um dos trabalhos que integram a programação do Cena Contemporânea, que se estende até 30 de agosto em mais de 15 espaços de Brasília.
O espetáculo chamado 2 + 2 = 2 faz parte de uma parceria entre o Akhmeteli Theatre, da capital georgiana Tbilisi, e o diretor brasiliense Rodrigo Fischer, fundador do grupo Desvio. No palco, a personagem Gigi surge a partir de depoimentos pessoais dos atores e questiona a validade de sentimentos, entre eles, o ódio e o ciúmes.
O festival comemora 20 anos de existência e engorda a programação em 2015 se comparado com a edição anterior. Ao todo, 29 trabalhos – nove peças internacionais de países como Portugal, Espanha, Polônia, nove espetáculos nacionais e nove de grupos locais. No ano passado, foram 23 atrações.
Na lista brasileira, estão o carioca Amok Teatro, que partiu da obra do francês Laurent Gaudé para remontar um mito africano em Salina, e o espetáculo Quando o Coração Transborda, apresentado pelo grupo brasiliense Esquadrão da Vida. Na peça de Maíra de Oliveira, a atriz faz uma revisão do espetáculo Ary Para-Raios, criado por seu pai há 36 anos. Ao longo da montagem, a história fala da arte e da relação pai e filha.
Entre as coproduções, a diretora carioca Christiane Jatahy do premiado E Se Elas Fossem para Moscou, que também integra a programação, colherá depoimentos para a criação de seu novo A Floresta que Anda. O projeto da Cia. Vértice tem como foco a política e como ela interfere na vida do cidadão comum. Utilizando recursos de cinema, o público assistirá a vídeos exibidos em telas que se movem, ao mesmo tempo que participará das gravações.
A inspiração ficcional é da peça Macbeth, de Shakespeare, e a intenção será explorar a relação entre poder e ambição, e os limites entre público e privado.
Após o evento, o projeto seguirá para outras cidades brasileiras e festivais até retornar à capital federal para estreia no Cena Contemporânea 2016. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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