Festival quer chegar à marca de um milhão de espectadores
Em 2010, o 1º Festival Varilux do Cinema Francês no Brasil foi realizado em 11 salas de nove cidades e atingiu a marca de 25 mil espectadores. No ano passado, foram 118 salas de 88 cidades e o público disparou para 172 mil espectadores. Em 2019, quando se celebra a décima edição, a meta, ampliando-se o número de cidades e salas – ainda está…

Em 2010, o 1º Festival Varilux do Cinema Francês no Brasil foi realizado em 11 salas de nove cidades e atingiu a marca de 25 mil espectadores. No ano passado, foram 118 salas de 88 cidades e o público disparou para 172 mil espectadores. Em 2019, quando se celebra a décima edição, a meta, ampliando-se o número de cidades e salas – ainda está sendo fechado – é chegar a 1 milhão de espectadores.
O Festival Varilux 2019 deve apresentar 17 novos filmes e resgatar um clássico – Cyrano de Bergerac, de Jean Paul Rappeneau, com Gerard Depardieu.
Coincidentemente, um dos lançamentos é Cyrano Mon Amour, que conta a história do criador do narigudo genial, Edmond Rostand (leia nesta página). A seleção de títulos é formada por filmes que têm distribuição garantida no País, e o ponto é permitir que o cinéfilo os veja logo, sem ter de esperar meses pelo lançamento comercial. Para garantir o glamour, a empresa produtora do festival, a Bonfilm de Christian Boudier, organizou uma delegação de artistas que acompanha as obras selecionadas. Nesta quarta, 5, o grupo dá uma coletiva em São Paulo e, à noite, inaugura o festival. A partir de quinta, a delegação concede entrevistas individuais no Rio e debate os filmes em salas. Entre os integrantes estão os diretores Pierre Scholler, de A Revolução em Paris, e Alexis Michalik, do novo Cyrano; e também atores como Swann Arlaud de Graças a Deus, de François Ozon, premiado em Berlim, em fevereiro e que também compartilha com Joséphine Japy o elenco de Amor à Segunda Vista, de Hugo Gélin.
Pierre Scholler trabalhou seis anos em seu épico sobre a gênese da Revolução Francesa com Louis Garrel, Adèle Haenel, Gaspard Ulliel e Denis Lavant. Louis, filho de Philippe Garrel, também interpreta e dirige um dos filmes imperdíveis dessa programação – Um Homem Fiel. Herdeiro, como o pai, da tradição da nouvelle vague, Louis Garrel baseia-se livremente em As Ligações Perigosas, de Choderlos de Laclos. Sua curta filmografia – curtas, um média e o longa Dois Amigos – é bem coerente. Seus personagens nos longas têm o mesmo nome, e não é mera coincidência – Abel. Interessa-lhe criar heróis de perfil romântico, mas com intenções críticas. Louis tem o pé na modernidade.
Dois filmes fortes sobre abuso infantil – Graças a Deus, de François Ozon, e Inocência Roubada, de Andréa Bescond e Éric Métayer – vão dar o que falar. A mulher moderna é retratada em Quem Você Pensa que Sou?, de Safy Nebbou, em que Juliette Binoche cria perfil de garota nas redes sociais para seduzir jovem de 24 anos, e Filhas do Sol, de Eva Husson, tema explosivo, mas realização um tanto débil, sobre mulheres no Curdistão.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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