Filho não come fruta? Veja 4 estratégias para incentivar e facilitar o consumo
Nutricionista infantil explica que aceitação exige repetição (até 15 exposições) e aponta alternativas práticas para complementar a oferta na rotina corrida

A baixa ingestão de frutas entre crianças brasileiras é uma realidade, conforme a Pesquisa Nacional de Alimentação do IBGE (2021). O desafio de incluir frutas na dieta dos filhos está ligado tanto à rejeição inicial dos sabores quanto à dificuldade dos pais em manter a constância na rotina.
+ Receba as notícias do dia – clique AQUI para seguir o canal MEON no WhatsApp
A nutricionista infantil Dra. Any Freire enfatiza que a aceitação é um processo de aprendizagem que depende de exposição repetida. “A criança aprende pelo contato e pela observação. Muitas vezes, aquilo que ela recusa em um momento pode se tornar parte da rotina alimentar depois de algumas exposições”, afirma a especialista.
Estratégias Práticas para Incentivar o Paladar
Para auxiliar os pais e responsáveis nessa fase, a Dra. Any Freire sugere quatro estratégias simples que tornam a introdução de frutas mais fácil e prática no dia a dia:
Variar formas de apresentação: Oferecer a fruta em diferentes formatos, como amassada, cortada em palitos, em cubos ou no formato de “finger food” (alimento para ser pego com a mão).
Repetir a oferta sem pressão: A criança pode precisar de até 15 exposições ao mesmo alimento antes de aceitá-lo.
Comer junto com a criança: A observação do adulto consumindo o alimento cria uma referência positiva de consumo.
Criar um ambiente leve: Evitar insistir ou transformar o momento da refeição em uma negociação ou batalha.
Aliados Prontos para a Rotina Intensa
A nutricionista reconhece que, na correria diária, em viagens ou passeios, manter a oferta de frutas frescas e higienizadas em todos os momentos pode ser um obstáculo.
Nesses casos, soluções prontas e práticas podem complementar o consumo, desde que tenham composição limpa e adequada para o público infantil. Vivian Moas, diretora da Brasgroup, reforça que a praticidade pode vir acompanhada de qualidade e ingredientes naturais.
Um exemplo são as papinhas de frutas orgânicas, como a linha Natuzinho, que possui formulação nutricional supervisionada pela Dra. Any. Os produtos são feitos apenas com frutas e ingredientes naturais, sem açúcar adicionado, corantes ou conservantes. A textura homogênea da papinha também pode auxiliar a criança a superar dificuldades iniciais, como fiapos em frutas.
“O objetivo é sempre construir o gosto pela fruta in natura, mas produtos prontos, quando bem formulados, podem ser aliados importantes no processo. O essencial é saber escolher e observar o rótulo”, reforça a especialista.
Criar hábitos alimentares
é um processo contínuo que se fortalece com paciência, constância e boas escolhas.
Posts Relacionados

Europa concentra maior número de casos de violência contra brasileiras no exterior

Discurso de Lula na Avibras, em Jacareí, provoca crise diplomática com o Paraguai

Novo tarifaço de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros entra em vigor
