Flamengo é único clube em grupo que discutirá Sistema Nacional do Esporte
O ministério do Esporte instituiu oficialmente nesta sexta-feira o grupo de trabalho para elaborar o Projeto de Lei de Diretrizes e Bases do Sistema Nacional do Esporte, que deverá nortear as políticas esportivas do país e deverá ser levado ao Congresso em setembro. O grupo conta com 24 pessoas, só uma delas ligada ao futebol: o presidente do…

O ministério do Esporte instituiu oficialmente nesta sexta-feira o grupo de trabalho para elaborar o Projeto de Lei de Diretrizes e Bases do Sistema Nacional do Esporte, que deverá nortear as políticas esportivas do país e deverá ser levado ao Congresso em setembro. O grupo conta com 24 pessoas, só uma delas ligada ao futebol: o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Melo. Os cariocas, aliás, são o único clube representado.
Por outro lado, são três pessoas ligadas ao basquete: a ex-jogadora Hortência, Álvaro Cotta Teixeira da Costa (presidente da Federação Mineira e adversário político da atual diretoria da CBB) e Kouros Monadjemi (representante da Liga Nacional de Basquete). O judô é a outra modalidade representada, com o presidente da CBJ, Paulo Wanderley.
“O Grupo de Trabalho será um espaço de diálogo e formulação de propostas, para que até setembro a gente apresente o texto ao Congresso Nacional”, explicou ministro George Hilton (PRB). O grupo não tem representantes do desporto escolar e universitário, apenas militar.
Três dos postos são ocupados por políticos: Rubens Xavier Martins (ex-candidato a vereador pelo PT de Diadema, representa gestores municipais de esporte e lazer), a ex-jogadora de vôlei Leila (secretária de Esporte do Distrito Federal, candidata derrota a deputada distrital pelo PRB) e Márcio Jardim (presidente do Fórum Nacional de Gestores Estaduais de Esporte e Lazer e secretário de Esportes do Maranhão pelo PT).
Além de Leila e Hortência, são pelo menos outros dois ex-atletas entre os 24 escolhidos para discutir o futuro Sistema Nacional do Esporte: o velejador Lars Grael (presidente da Comissão Nacional de Atletas) e a ex-jogadora de vôlei Ana Moser, que preside a ONG Atletas pelo Brasil e foi convidada pelo ministro George Hilton para ser presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO).
O ministério do Esporte terá direito a quatro cadeiras, incluindo a presidência, a cargo da diretora do departamento de Planejamento e Gestão Estratégica, Cássia Damiani. Os comitês olímpico (COB) e Paralímpico (CPB) têm um representante cada, assim como o Conselho Federal de Educação Física (CFEF), a Federação Nacional dos Clubes Esportivos (Fenaclubes), a Comissão Desportiva Militar Brasileira (CDMB) e a Confederação Brasileira de Clubes (CBC)
De acordo com a portaria publicada nesta sexta, o grupo de trabalho terá o prazo de noventa dias para conclusão dos trabalhos, podendo ser prorrogado, sucessivamente, por iguais períodos. Todos os custos do grupo de trabalho, incluindo passagens e diárias, serão cobertos pelo ministério.
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