Flip, entre letras e visuais de Paraty
Os ingressos para os debates com escritores esgotaram poucas horas depois de abertas as vendas, na semana passada. Só esta informação já dá ideia do burburinho que se forma em Paraty durante os cinco dias da Festa Literária Internacional, a Flip (este ano, de 30 de julho a 3 de agosto). O evento de literatura mais famoso e concorrido do País tem fãs fiéis, habitués mesmo. Curtir a cidade no período é desafio que merece dicas certeiras para não perder tempo, nem o melhor da diversão.


FLIP 2014 acontece entre 30 de julho a 3 de agosto
Divulgação/FlipZona
Os ingressos para os debates com escritores esgotaram poucas horas depois de abertas as vendas. Só esta informação já dá ideia do burburinho que se forma em Paraty durante os cinco dias da Flip (Festa Literária Internacional), que começa dia 30 de julho e segue até 3 de agosto. O evento de literatura mais famoso e concorrido do país tem fãs fiéis, habitués mesmo. Curtir a cidade no período é desafio que merece dicas certeiras para não perder tempo, nem o melhor da diversão.
Em sua 12ª edição, a Flip vai homenagear Millôr Fernandes e traz novidades sob medida para a multidão sem ingresso – no total, 30 mil são esperados. A Tenda do Telão, que transmite ao vivo os debates com escritores, este ano será gratuita e aberta, na Praça da Santa Casa. Gratuito também será o show de abertura, cobrado até o ano passado. Na quarta-feira, 30 de julho, às 21h30, a voz de Gal Costa dará as boas-vindas aos “flipeiros”.
Na seara das novidades temáticas, a Pousada Literária (pousadaliteraria.com.br) abriu há menos de um mês o Quintal das Letras, restaurante contemporâneo com ingredientes locais, todos os dias, no almoço e no jantar, ininterruptamente – o que faz toda a diferença para escapar da lotação, você vai notar.
Alguns endereços concorridos, como a pousada Casa Turquesa, estão esgotados. “Desde a primeira Flip são praticamente os mesmos clientes que se hospedam nos nove quartos”, diz a dona, Tetê Etrusco. Mas, sim, ainda é possível encontrar o seu lugar no litoral fluminense – seja em passeios, restaurantes ou atividades ligadas aos livros.
DICAS DE PASSEIOS
Branquinhas
Paraty já teve mais de 100 alambiques – hoje são apenas sete ativos. De qualquer forma, a região aprendeu com maestria a arte do destilado. Além de produzir a Maria Izabel (mariaizabel.com br), a melhor cachaça do pedaço, o Sítio Santo Antonio, 8 quilômetros ao norte do centro (km 564 da Rio-Santos), encanta pela localização à beira-mar. Quem oferece uma degustação é a própria Maria Izabel Costa – dá para querer mais? A Paraty Tours (24-3371-1327; paratytours.com.br) faz passeio de jipe de seis horas passando por outros dois alambiques e quatro cachoeiras na Mata Atlântica (R$ 60).
Reme!
Fiorde tropical na costa brasileira, este refúgio natural se caracteriza por um longo e estreito braço de mar que se forma perto de Paraty Mirim e se estende por 8 quilômetros. Ao redor, cadeias de montanhas, manguezais e casas de caiçaras. Para chegar lá, duas opções: de barco ou a pé. O primeiro zarpa da Prainha de Paraty Mirim com destino ao Regato, última comunidade do Mamanguá – inclui paradas para mergulho (R$ 150; interacaoparaty.com). Quem vai a pé precisa estar com o fôlego em dia: o percurso tem duas horas de caminhada, e outras duas remando um caiaque pelo mangue (R$ 130, com transporte).
Riquezas da colônia
À primeira vista ninguém diz que a Biblioteca Municipal Fábio Villaboim (24-3371-1056), no Largo Santa Rita, foi uma prisão. O prédio do século 19 abriga milhares de livros e documentos da época colonial. Outro símbolo do período é o Forte Defensor Perpétuo, de 1703, erguido para proteger o escoamento do ouro da Estrada Real. A Paraty Tours faz visitas de 1h30 por R$ 25, sempre ao entardecer.
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