Folia além mar: confira destinos para o Carnaval fora do Brasil

Alemanha, França e Estados Unidos também são famosos pela data

Escrito por: Laryssa Prado5 min de leitura
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O primeiro dia do carnaval de Colônia é dedicado especialmente às mulheres

Divulgação

O carnaval brasileiro é conhecido mundialmente e isso não é novidade. Nossas diversas manifestações culturais durante esse período fazem com que muitos ‘gringos’ queiram fazer parte dessa festa em terras tupiniquins. Mas vários países ao redor do mundo também comemoram a data e no mesmo período. Então, se quiser entrar na folia no exterior, aqui vão algumas dicas de destinos que podem oferecer uma celebração tão boa quanto a nossa.

Nova Orleans (EUA)
As comemorações do Mardi Gras – terça-feira gorda, em francês -, nasceram em 1830 e acontecem um dia antes da quarta-feira de cinzas, quando se inicia a Quaresma. A festa dura cerca de um mês e é mundialmente conhecida por uma particularidade: a distribuição de colares coloridos. Quanto mais colares, melhor. E não estamos falando de cinco ou seis, mas de centenas deles.

Os ‘beads’, como são chamados, podem ser comprados em farmácias e mercados da cidade, mas também são distribuídos gratuitamente por moradores e visitantes. Camufladas com máscaras, também é comum que muitas mulheres ganhem ‘beads’ por mostrarem os seios.

Outra parte importante da festa carnavalesca de Nova Orleans são as chamadas “paradas”, desfiles que acontecem em várias ruas da cidade, com carros alegóricos, passistas e muitos instrumentos, como no Brasil. Embora as pessoas usem peças de todas as cores, no Mardi Gras as tradicionais são o roxo, o verde e o dourado que, respectivamente, simbolizam a justiça, a fé e o poder.

Veneza (Itália)
O carnaval de Veneza começou em 1094. Neste ano a comemoração acontece entre os dias 11 e 28 de fevereiro de 2017. Ao contrário do que comumente acontece no Brasil, a comemoração é originalmente um ritual promovido pela elite financeira e cultural, embora seja igualmente dedicada ao prazer dos sentidos, e acontece em festas fechadas.

Os figurinos tentam reproduzir o estilo dos nobres que viveram nos séculos XVII e XVIII, ou os modelos apresentados pelos personagens da Commedia Dell’Arte,com famosos personagens até hoje tão cultuados, como pierrôs, colombinas e arlequins.

Em fins do século XI o Carnaval de Veneza se prolongava ao longo de seis meses. O uso de máscaras era tão comum que acabou contribuindo para crimes, assassinatos e adultérios, até seu uso ser proibido no século XVII. Hoje elas são novamente permitidas, mas a sua confecção é bastante cara.

Nice (França)
O carnaval de Nice surgiu no ano de 1294, e se organiza em torno de desfiles de carros alegóricos na bela praça Masséna. Quem dá início às festividades é o Rei, acompanhado por mais de 50 bonecos com cabeça de gigantes, as Grosses Tetes. Os carros que passam pelos desfiles apresentam temas bem como as nossas escolas de samba.

A Batalha das Flores é outra singularidade de Nice. Esse ritual se transformou num verdadeiro espetáculo, com desfile de carros de onde personagens fantasiados lançam flores ao público As primeiras batalhas foram criadas para divertir os turistas que chegavam à cidade, mas hoje em dia elas são mantidas em homenagem aos produtores locais, que produzem essas flores especialmente para a ocasião. Na verdade, 85% das flores utilizadas no Carnaval de Nice são produzidas localmente.

Montevidéu (Uruguai)
Bem como o desfile das nossas tradicionais escolas de samba, a comemoração no Uruguai tem apresentações de carros alegóricos. Mas, ao contrário do nosso samba enredo, a trilha sonora do carnaval mais longo do mundo (cerca de 40 dias) pode ser alguns dos vários ritmos tradicionais do país: murgas, candombe, revistas, lubolo, parodistas e humoristas, e porque não, o samba.

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Mardi Gras –  Estados Unidos

Divulgação

E o nosso Olodum também tem lá sua semelhança com os comparsas de candonbe, um ritmo percussivo de origem africana. Durante o Desfile de las Llamadas, no início de fevereiro, os comparsas (sociedades de carnaval de bairro) saem às ruas durante toda a noite nos bairros Palermo e Sur. Geralmente as dançarinas vão na frente junto com os porta-bandeiras, seguidos pela vedette (rainhas de bateria) e os músicos com os tambores.

Outro elemento essencial são as murgas, grupos organizados de cerca de 15 artistas com roupas chamativas que executam peças de teatro musical, muitas vezes sátiras políticas. As murgas tocam por toda a cidade e também competem no Teatro de Verano, no Parque Rodó.

Colônia (Alemanha)
Kölle Alaaf! Esse é o mantra no carnaval de Colônia, que oficialmente teve início em 1823. É quase impossível encontrar alguém sem fantasia. Os trajes vão desde os mais elaborados até um simples roupão de banho. Os carros alegóricos e marchinhas nos lembram as grandes festas no Brasil. A “quinta estação do ano”, como é conhecido o período, começa em 11 de novembro, às 11 horas e 11 minutos, e termina na quarta-feira de cinzas.

A abertura inicial é sempre no centro histórico, com desfile da Virgem, do Agricultor e do Príncipe. Este último é o protagonista do carnaval da cidade. O Agricultor é o símbolo da lealdade e da audácia de Colônia Imperial e guardião das chaves da cidade. A Virgem, tradicionalmente é um homem no papel de uma mulher.

O primeiro dia da comemoração é dedicado às mulheres. Elas circurlam pelas ruas cortando as gravatas dos homens e roubando beijos. No desfile da segunda-feira de carnaval, as pessoas nos carros alegóricos jogam balas, chocolates e rosas ao público. No fim da folia, os alemães costumam queimar o espírito de carnaval, representado por bonecas de palha em tamanho humano.

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