Global é a nova editora de Guimarães Rosa
Depois de meses de negociação, o grupo editorial Global assinou ontem, no Rio, contrato com os herdeiros de João Guimarães Rosa (1908-1967) para a publicação da obra completa do autor – com exceção de Grande Sertão: Veredas, que sairá pela Companhia das Letras em fevereiro. Companhia também estava na disputa por esse contrato maior, bem como…

Depois de meses de negociação, o grupo editorial Global assinou ontem, no Rio, contrato com os herdeiros de João Guimarães Rosa (1908-1967) para a publicação da obra completa do autor – com exceção de Grande Sertão: Veredas, que sairá pela Companhia das Letras em fevereiro. Companhia também estava na disputa por esse contrato maior, bem como Todavia e Rocco.
Casa de autores como Cecília Meireles, Cora Coralina, Manuel Bandeira e Gilberto Freyre, entre outros, a Global começa a lançar suas edições, sempre com fortuna crítica e cronologia, além de materiais que espera encontrar no acervo do autor do IEB, em março. Sagarana será o primeiro, e a lista segue com Primeiras Estórias, Zoo e Fita Verde no Cabelo (infantis), A Hora e a Vez de Augusto Matraga, Manuelzão e Miguilim e outros.
“Quando cerca de 50% da obra estiver publicada em edições individuais, o que deve demorar dois anos no máximo, começamos a preparar o volume da obra completa para sair pela Nova Aguilar com Grande Sertão: Veredas, inclusive”, diz Luiz Alves Júnior, fundador da editora. “Ganhamos pelo trabalho que fazemos, não pela proposta financeira embora ela tenha sido alta. Mas é compensador.”
“A importância de Guimarães Rosa para a literatura é imensa. Sua linguagem inventiva vem encantando gerações e gerações de leitores e nunca envelhecerá. Sua obra é objeto de seminários e congressos não só no Brasil, como no exterior. O número de dissertações e teses feitas nas universidades a respeito de sua produção literária impressiona. E esse número não para de crescer”, diz o editor Gustavo Tuna, que vai se debruçar na obra de Rosa a partir de agora.
Antes no catálogo da Nova Fronteira, essa obra é dividida entre três herdeiros um deles, porém, é o único dono de Grande Sertão: Veredas. Havia rumores de que os livros seriam vendidos para várias editoras.
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