Grupo joseense Coletivo Estoril faz show neste sábado, em S. José

A banda joseense Coletivo Estoril se apresenta neste sábado (19), às 18h, com o show “Nosso Canto”, no Sesc São José dos Campos. O grupo traz influências que vão desde o afrobeat ao samba-rock, passando pelo reggae e a cúmbia. A entrada é franca.

Escrito por: Renan Simão4 min de leitura
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Banda interpreta canções da mixtape “Nosso Canto”, lançada em 2013

Jessica Ramos/Divulgação

A banda joseense Coletivo Estoril se apresenta neste sábado (19), às 18h, com o show “Nosso Canto”, no Sesc São José dos Campos. O grupo traz influências que vão do afrobeat ao samba-rock, passando pelo reggae e a cúmbia. A entrada é franca.

Para conhecer mais a história da banda, o Meon conversou com o vocalista Gabriel Salve, em entrevista por e-mail. O santista radicado em São José fala do surgimento da banda na praça Estoril (zona sul da cidade), do registro da mixtape “Nosso Canto”, e destaca a cena de música autoral na região.

Para o show de sábado, o destaque é a canção que leva o nome da mixtape, uma música que, segundo Gabriel, marcava os encontros para os protestos contra o aumento da tarifa de ônibus na cidade, em julho de 2013.

Como surgiu o Coletivo Estoril?
A ideia do Coletivo Estoril nasceu logo que eu cheguei por aqui (há uns quatro anos, sou santista). Eu morava na praça Estoril (zona sul), e sempre após o trabalho dava um pulo lá pra contemplar a bela vista e a calmaria daquele lugar. E também para encontrar uma galera grande e aleatória de músicos, poetas, grafiteiros, etc. Com pouco tempo e algumas músicas compostas naquela praça, me surgiu o pensamento de montar uma banda carregando toda aquela atmosfera vivida no Estoril, daí que veio o nome Coletivo Estoril.

Há quanto tempo a banda existe?
A banda só foi se concretizar em novembro de 2012, com a chegada do recifense Passarinho (bateria) e do percussionista Diego Prado que somaram pra fechar a banda. Até então eu, o Camilo Araujo (baixista) e o Moita Matrero (antigo batera) já tínhamos algumas músicas prontas. Então podemos dizer que a banda vai fazer dois anos em novembro.

Vendo o show de vocês, o som do coletivo tem muito de afrobeat, samba-rock, maracatu. Até uma pegada latina. É por aí que dá pra chegar perto de definir o som de vocês?
Bacana você notar todas essas vertentes no nosso som, e é bem por ai! Nos consideramos uma banda que faz um som latino-brasileiro e joseense. Porém temos influências diversas que vão do samba-rock fino de Jorge Ben até a cúmbia brega do Pará; do afrobeat de Fela Kuti até as guitarras psicodélicas do Radiohead.

Já lançaram EP’s, CD’s, DVD’s, demos?
Nós lançamos uma mixtape em julho de 2013, com 5 canções. Você pode ouvir e baixar gratuitamente no nosso Soundcloud.

O repertório do Coletivo é todo autoral? O que acha da cultura do cover aqui na região?
Sim, nosso repertório é todo autoral. Aqui em São José estamos com uma cena crescente da bandas autorais, e de altíssima qualidade. Me refiro a bandas como Homens de Melo, Julio Rhazec & a Máquina, Psicoletivo, Danilo Fogo, Dom Pescoço e o Passarinho Rachado, O Delá, sem contar a respeitosa cena do rap. Aos poucos estamos conseguindo um público que busca algo novo, que se importa em ouvir e sentir coisas novas. Quanto à cultura do cover, há algumas bandas bem legais.

Já ouvi que a música “Nosso Canto” é como um clássico daqui. Fale dessa música.
Poxa, “Nosso Canto” é uma música muito especial, porque ela retrata justamente o nosso propósito não só como artista, mas como cidadão do mundo, de utilizar o espaço público e promover a união . Ela é uma das músicas que eu compus no Estoril na companhia de bons amigos entre conversas edificantes, sabe…

Quanto ao “clássico” (risos), é muito interessante como essa música ganhou vida. Ela foi lançada na mixtape de julho do ano passado, justamente na época em que o povo foi às ruas para reivindicar e protestar por várias causas. E alguns amigos envolvidos na causa utilizaram “Nosso Canto” como uma das canções do grande encontro. E até hoje o “Nosso Canto” é cantada a plenos pulmões em qualquer intervenção urbana aqui em São José. É uma grande alegria pra nós.

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