Juiz americano dá mais um mês de prazo para Marin pagar fiança
O ex-presidente da CBF José Maria Marin conseguiu prorrogar em mais um mês o prazo para pagar US$ 2 milhões referentes à carta-fiança que faz parte do acordo feito com a Justiça norte-americana. A nova data estabelecida pelo juiz Raymond Dearie é 15 de janeiro de 2016. Marin cumpre prisão domiciliar em seu apartamento com vista para a Quinta…

O ex-presidente da CBF José Maria Marin conseguiu prorrogar em mais um mês o prazo para pagar US$ 2 milhões referentes à carta-fiança que faz parte do acordo feito com a Justiça norte-americana. A nova data estabelecida pelo juiz Raymond Dearie é 15 de janeiro de 2016.
Marin cumpre prisão domiciliar em seu apartamento com vista para a Quinta Avenida, em Manhattan, desde quando foi extraditado da Suíça para os Estados Unidos, em 3 de novembro, e compareceu à audiência desta quarta-feira vestindo por baixo da meia do pé esquerdo a tornozeleira eletrônica que monitora seus passos. Fontes ligadas ao processo afirmam que Marin já gastou cerca de US$ 70 mil com seu aparato de segurança desde que chegou a Nova York.
Para cumprir o acordo, o ex-presidente da CBF precisa garantir US$ 15 milhões, mas até hoje Marin só pagou US$ 1 milhão. A Justiça americana exige o pagamento de mais US$ 2 milhões, que pode ser feito através de uma carta de crédito.
Na primeira audiência realizada após sua chegada em Nova York, os advogados de Marin disseram o juiz que a quantia já saiu do Brasil mas ainda não foi aceita por um banco nos Estados Unidos por “questões burocráticas”. Durante a audiência, os advogados lembraram ao juiz Raymond Dearie a carta que haviam lhe mandado, suplicando por um novo prazo. Charles Stillman, um dos advogados americanos de Marin, repetiu o pedido ao juiz “tendo em vista as circunstâncias do caso e a idade de Marin”.
Antes do fim da audiência, o juiz Raymond Dearie aceitou a prorrogação do prazo mas chamou a atenção dos advogados para a quantidade de prazos que têm sido dados a Marin. “Uma hora as exceções e os novos prazos terão de acabar. Estou ansioso para que o caso siga em frente”, disse o juiz.
“Já foi expedida uma carta de US$ 2 milhões por um banco brasileiro, mas o banco americano não reconhece a titularidade da carta”, disse Paulo Peixoto, advogado de Marin no Brasil, que esteve presente da audiência desta quarta-feira no Tribunal do Brooklyn. “Só falta mesmo o banco americano aceitar”, afirmou Peixoto.
A audiência de Marin desta quarta-feira aconteceu no mesmo dia em que seu cargo na CBF era preenchido por outro aliado do presidente licenciado Marco Polo Del Nero, o coronel Antônio Carlos Nunes.
Além do novo prazo dado a Marin, o juiz também marcou uma nova audiência para 16 de março de 2016. Na mesma audiência, esteve presente o ex-presidente da Traffic nos EUA, Aaron Davidson. Na saída do Tribunal, Marin não quis conversar com a imprensa, mas deu apenas uma declaração aos jornalistas. “Só quero desejar um feliz Natal a todos”, disse.
ROTINA – Como novo morador de Nova York, José Maria Marin aproveita para praticar o idioma de sua nova cidade com a leitura do jornal The New York Times acompanhado de um dicionário. Fontes ligadas ao ex-presidente da CBF garantem que Marin acorda cedo e faz alguns exercício em seu quarto ainda pela manhã. Durante o dia, assiste filmes para ajudar na prática do inglês, mas evita noticiários. Marin também sai de casa duas vezes por semana para ir a igreja e outra vez para ir ao mercado.
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