‘Letra e Música’ une nova e velha guarda de compositores da região
Evento no Sesc São José proporciona troca de experiências entre músicos


Espaço corpo e arte do Sesc durante a primeira edição do evento
Camila Grun/Divulgação
Quando compositores de diferentes estilos se unem para conversar sobre seu ofício e dividir seus processos de composição, o resultado é uma rica troca de experiências onde quem sai ganhando é a música regional. Pois é exatamente este o objetivo do projeto Letra e Música, dobradinha entre Sesc São José dos Campos e Coletivo da Árvore.
O evento tem sua segunda edição marcada para este sábado (24), às 15h. A reunião, que acontece no espaço corpo e arte, vai contar com as participações de Lígia Kamada, D’origem, Bonanza, Gabriel Salve, Paulo Querubin, Alê Freitas, Julio Rhazec e Dom de Oliveira.
Informal, o encontro dura pouco mais de duas horas, espaço no qual os músicos, além de dividir seus processos de produção, também tocam um pouco de suas músicas. De acordo com o diretor da área musical do Sesc, Ricardo Ribeiro, o projeto acontece em um momento de unidade entre os trabalhos que estão sendo feitos na região.
“É muito importante os autores se conhecerem e mobilizarem-se. A gente tem visto que a cena de São José está conseguindo uma união que só traz benefícios para a música autoral. Neste fim de semana, houve o Festival da Árvore e outras coisas boas também podem brotar desses encontros entre músicos e gerações”, explica.
Essa reunião de diferentes gêneros e movimentos da região só faz a nossa cena crescer.
Bruno Mantovani Músico
Eclético
O evento não faz distinção de gênero ou de experiência. Pode rock, pode música regional, pode quem tem décadas de estrada e pode quem está dando os primeiros passos.
“O objetivo primordial é celebrar os compositores e juntar a galera. O que é muito difícil já que todo mundo está sempre tocando por aí. No fim, a galera que está no público também pode pegar o violão e mandar umas músicas autorais. É bem informal mesmo”, explica.
Para o músico e compositor Bruno Mantovani, do Bonanza, a reunião é uma oportunidade para entender melhor como é que os artistas mais ‘cascudos’ lidam com as dificuldades que envolvem o ofício de compositor. Com pouco tempo de estrada, o jovem artista celebra a oportunidade.
“É uma reunião muito produtiva. Essa união de diferentes gêneros e movimentos da região só faz nossa cena crescer. Como estou começando agora, é um momento que agrega para nortear meu trabalho como compositor. Também quero dividir e pedir opiniões sobre as nossas composições na banda, que são feitas de uma maneira mais colaborativa”, explica.
O evento é gratuito, mas as vagas são limitadas. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone do Sesc, 3904-2000.
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