Liga termina com premiação total de R$ 8,55 bilhões e brilho da rica Inglaterra
A mais rica de todas as edições da Liga dos Campeões da Europa chega ao fim neste sábado, em Madri, com o duelo entre Tottenham e Liverpool, clubes da mais rentável liga de futebol do mundo, a inglesa, que detém nove dos 20 times mais ricos do planeta e ofuscou até mesmo o talento de Messi e Cristiano Ronaldo nesta temporada. São eles os…

A mais rica de todas as edições da Liga dos Campeões da Europa chega ao fim neste sábado, em Madri, com o duelo entre Tottenham e Liverpool, clubes da mais rentável liga de futebol do mundo, a inglesa, que detém nove dos 20 times mais ricos do planeta e ofuscou até mesmo o talento de Messi e Cristiano Ronaldo nesta temporada.
São eles os protagonistas de uma Liga dos Campeões que teve elevada em 26% a premiação distribuída entre os 32 clubes participantes da fase de grupos. Desse modo, na temporada 2018/2019, a Uefa dividiu um bolo de 1,95 bilhão de euros (R$ 8,55 bilhões, na cotação atual).
A entidade compartilha valores de acordo com o desempenho prévio dos clubes nos últimos dez anos nas suas competições, outra parcela pelos direitos de transmissão e uma parte final relativa ao desempenho esportivo na atual edição da Liga dos Campeões.
Nessa partilha, a Uefa deu 15,25 milhões de euros (R$ 66,9 milhões) para cada time que entrou na fase de grupos. A partir do início dessa etapa, a divisão se deu pelos resultados em campo, com cada triunfo nesta etapa rendendo 2,7 milhões de euros (R$ 11,8 milhões), com 900 mil euros (R$ 3,95 milhões) por empate, sendo que cada igualdade provocou a divisão de mais 900 mil euros entre os 32 times dessa fase.
Como o Tottenham teve duas vitórias, dois empates e duas derrotas na fase de grupos da Liga dos Campeões, recebeu, por esse desempenho, 7,2 milhões de euros (R$ 31,6 milhões). Já o Liverpool, com três triunfos e três derrotas, faturou 100 mil euros a menos – 7,1 milhões de euros (R$ 31,1 milhões).
Já o desempenho no mata-mata rendeu 47 milhões de euros (R$ 206 milhões) para cada finalista. Foram 9,5 milhões de euros (R$ 41,7 milhões) pela conquista da vaga nas oitavas de final, 10,5 milhões de euros (R$ 46 milhões) pela classificação às quartas de final, 12 milhões de euros (R$ 52,6 milhões) por terem disputado as semifinais e mais 15 milhões pela presença na decisão em Madri. E essa premiação vai engordar as receitas de dois clubes que na última temporada superaram as 100 milhões de libras de lucro (cerca de R$ 495 milhões), de acordo com seus balanços financeiros.
Já a final renderá ao campeão um extra de “apenas” 4 milhões de euros (R$ 17,5 milhões). Mas deve alavancar receitas muito maiores, como destaca Carlos Aragaki, sócio do departamento de esportes da BDO. Na avaliação dele, a segunda participação consecutiva em uma decisão da Liga dos Campeões deverá fazer o Liverpool saltar da sétima posição, com 513 milhões de euros (R$ 2,25 bilhões), no ranking de receitas entre os clubes do mundo para a quinta quando os próximos balanços forem divulgados. “As receitas de publicidade e propaganda vão fortalecer as receitas do Liverpool, alavancando bons parceiros pelo desempenho esportivo”, afirma Aragaki.
A lista de clubes com maior faturamento tem o Tottenham na décima posição, com 428 milhões de euros (R$ 1,877 bilhão). O clube recentemente inaugurou o seu estádio, mas, na avaliação de Aragaki, atuar em Wembley e o início da parceria com a Nike explicam o seu recente êxito financeiro. “Jogar em Wembley alavancou as receitas do Tottenham. O contrato com a Nike também os ajudou muito. Eles têm a maior loja da Nike do mundo, com 7 mil metros quadrados”, diz o especialista.
Assim, mesmo atrás em receita dentro do próprio país para clubes os de Manchester, o United e o City, Liverpool e Tottenham conseguiram a classificação à final da Liga dos Campeões, suplantando gigantes como Barcelona, Real Madrid e a Juventus de Cristiano Ronaldo. “O futebol inglês está sobressaindo aos demais clubes, ter 45% dos 20 times mais ricos do mundo é muito significativo”, comenta o sócio da BDO.
Com Tottenham e Liverpool, a Liga dos Campeões tem a sua primeira final desde 2013, quando o Bayern de Munique passou pelo Borussia Dortmund, sem a presença de Messi ou Cristiano Ronaldo, suplantados por times que nunca tiveram jogadores escolhidos pela Fifa como melhores do mundo, mas que compõe a mais rica liga de futebol do planeta.
Esse cenário pode indicar uma prevalência da tática bem estruturada por Maurício Pochettino, no Tottenham, e Jürgen Klopp, no Liverpool, diante da qualidade individual. “O talento vai decidir, mas não decide sempre. A estrutura tática existe para esse momento”, pondera Roger Machado, técnico do Bahia.
Nas semifinais, inclusive, esses times avançaram sem contar com alguns dos seus principais jogadores nas partidas decisivas: Salah e Firmino, no Liverpool, além de Harry Kane, no Tottenham. “A gente valoriza muito mais a ação individual, sem entender que aquilo faz parte de uma engrenagem”, concluiu o treinador.
Nesta temporada, sairá da engrenagem da mais rica liga nacional do mundo o próximo campeão europeu.
Posts Relacionados

Instituto Athlon representa São José em Mundial na Holanda

Europa concentra maior número de casos de violência contra brasileiras no exterior

Discurso de Lula na Avibras, em Jacareí, provoca crise diplomática com o Paraguai
