Morre aos 84 anos o poeta português Herberto Helder
Morreu nesta segunda-feira, 23, aos 84 anos, o poeta português Herberto Helder, em Cascais, de acordo com informações do jornal Público. Poeta e escritor recluso, avesso a entrevistas e aparições públicos, bem como a diversos prêmios que ganhou ao longo da carreira, Helder é considerado um dos poetas mais importantes do país europeu. Algumas…

Morreu nesta segunda-feira, 23, aos 84 anos, o poeta português Herberto Helder, em Cascais, de acordo com informações do jornal Público.
Poeta e escritor recluso, avesso a entrevistas e aparições públicos, bem como a diversos prêmios que ganhou ao longo da carreira, Helder é considerado um dos poetas mais importantes do país europeu.
Algumas de suas obras estão publicadas no Brasil (O Corpo O Luxo A Obra, pela Iluminuras, Os Passos em Volta, Azougue Editorial, e Ou o Poema Contínuo, pela Girafa), mas esgotados.
Em junho de 2014, o poeta publicou em Portugal A Morte Sem Mestre, uma edição que incluía um CD com poemas lidos pelo autor. Além do trabalho de poeta, Helder passou por diversos periódicos portugueses.
Em 1994, recusou o Prêmio Pessoa, um dos mais importantes prêmios literários do país, atribuído a ele por sua obra que “iluminava a língua portuguesa”, segundo o júri.
Nascido em Funchal, na Ilha da Madeira, em 1930, Helder adotou ao longo da carreira um comportamento recluso, que parece ter contribuído para a fama que se criou ao redor de seu nome entre as letras portuguesas.
“Insistindo mais um pouco, e já se entregando àquela tarefa não autorizada pelo poeta, pode-se perceber que a poesia desse português – que até hoje recusa prêmios, homenagens e tudo do gênero – caminha entre imaterial, que faz com que sua poesia seja lida em vertente surrealista, e material, que aproxima sua poesia daquilo em que se converteu a influência surrealista original, possibilitando-lhe o lúcido voo interestelar e o lunático passeio de bicicleta, uma visita ao zodíaco e outra ao zoológico, para que depois o poeta, consciente, testemunhe ‘o poema subindo pela caneta'”, escreveu o poeta Tarso M. de Melo no jornal O Estado de S.Paulo em dezembro de 2000.
Posts Relacionados

Europa concentra maior número de casos de violência contra brasileiras no exterior

Discurso de Lula na Avibras, em Jacareí, provoca crise diplomática com o Paraguai

Novo tarifaço de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros entra em vigor
