Número 3 do mundo, Thiem afirma ser contrário às doações para ajudar tenistas
O austríaco Dominic Thiem é contra o fundo de solidariedade criado pelas entidades que comandam o tênis para apoiar os jogadores com pior ranking enquanto os torneios estiverem suspensos por causa da pandemia do novo coronavírus. Em entrevista ao jornal austríaco Kronen Zeitung, o atual número 3 do mundo na ATP explicou a sua posição. “Nenhum…

O austríaco Dominic Thiem é contra o fundo de solidariedade criado pelas entidades que comandam o tênis para apoiar os jogadores com pior ranking enquanto os torneios estiverem suspensos por causa da pandemia do novo coronavírus. Em entrevista ao jornal austríaco Kronen Zeitung, o atual número 3 do mundo na ATP explicou a sua posição. “Nenhum desses jogadores luta para sobreviver. Durante o ano, vejo muitos que não dão tudo ao tênis. Muitos não são profissionais, não vejo porque lhes dar o meu dinheiro”, disse.
O fundo em questão, o “Player Relief Programme”, é uma iniciativa conjunta da Federação Internacional de Tênis (ITF, na sigla em inglês), da Associação de Tenistas Profissionais Feminina (WTA), da Associação de Tenistas Profissionais (ATP) e dos quatro Grand Slams, que pretende “fornecer a assistência necessária aos jogadores particularmente afetados durante a crise do coronavírus (covid-19)”.
“Prefiro fazer doações a pessoas ou instituições que precisem mesmo. Nenhum trabalho no mundo garante um grande sucesso no início da carreira, nenhum dos jogadores do topo (do ranking) teve isso assegurado e temos de lutar para subir no ranking”, acrescentou Thiem, de 26 anos, que acumula US$ 28,3 milhões (R$ 160 milhões) em premiações de torneios na carreira, sendo US$ 1,7 milhão (R$ 9,51 milhões) só neste início de temporada.
O tenista assegurou que não vai voltar aos treinos, mesmo com o provável relaxamento do isolamento social na Áustria, e que apenas o fará quando estiver definido o novo calendário da ATP. “Tendo em conta que as competições não recomeçam antes de três ou quatro meses, pelo menos, é impossível treinar sem pausas até lá. Basta um mês de preparação física”, pontuou.
Toda as atividades do tênis pelo mundo estão suspensas pelo menos até 13 de julho devido à pandemia, que a nível global já provocou mais de 205 mil mortos e infectou mais de 2,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Perto de 800 mil doentes foram considerados curados.
Posts Relacionados

Europa concentra maior número de casos de violência contra brasileiras no exterior

Discurso de Lula na Avibras, em Jacareí, provoca crise diplomática com o Paraguai

Novo tarifaço de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros entra em vigor
