Pandemia ou histeria?
Com a chegada do novo milênio, também vieram novos perigos e histerias. Na virada para 2000, um “bug” tecnológico paralisaria o mundo, o sistema bancário, a mídia, os transportes. Os países mais desenvolvidos chegaram a gastar U$ 300 milhões para evitar o colapso. Quando a meia-noite soou, o mundo, incrivelmente, escapou ileso. Como alegria de […]

Com a chegada do novo milênio, também vieram novos perigos e histerias. Na virada para 2000, um “bug” tecnológico paralisaria o mundo, o sistema bancário, a mídia, os transportes. Os países mais desenvolvidos chegaram a gastar U$ 300 milhões para evitar o colapso. Quando a meia-noite soou, o mundo, incrivelmente, escapou ileso.
Como alegria de louco dura pouco, logo estávamos diante da “gripe aviária”. A OMS (Organização Mundial de Saúde) dizia que sete milhões de pessoas morreriam. As Nações Unidas falavam em 150 milhões. Morreram 200 pessoas, na maioria asiáticos camponeses, pobres e desinformados. Depois uma gripe de origem suína e mexicana colocou a humanidade em alto risco, avaliado (também pela OMS) como “pandemia iminente”. Mas o alerta, mais uma vez, retraiu-se em vertigem.
Estaríamos fantasiando nosso próprio extermínio? Estaríamos em histeria coletiva, criando fábulas para aliviar nosso tédio?
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