Para as feridas do amor
Sentimentos funcionam como picadas de mosquito, que coçamos até que se tornem feridas. Repare que a gente tende a se coçar muito além da conta, porque descobrimos que se coçar não é apenas um alívio, mas um prazer. Veja o amor. Eu conheço alguém que preenche as condições básicas para que eu goste dela. Minha […]

Sentimentos funcionam como picadas de mosquito, que coçamos até que se tornem feridas. Repare que a gente tende a se coçar muito além da conta, porque descobrimos que se coçar não é apenas um alívio, mas um prazer.
Veja o amor. Eu conheço alguém que preenche as condições básicas para que eu goste dela. Minha lábia pode, quem sabe, conquistá-la, mas o destino mais importante de minhas palavras é o de me fazer apaixonar cada vez mais. Ou seja, talvez os sentimentos existam antes de serem declarados, mas eles só crescem e tomam conta da gente na hora de serem ditos.
O amor romântico começou há mil anos, e seu berço foi o triângulo amoroso. Tristão protege Isolda, a futura esposa de seu tio, e se apaixona por ela. Lancelote venera seu rei Arthur, mas se apaixona pela rainha. E os poetas clássicos do “amor”, em geral, amam damas casadas, mesmo sendo fiéis a seus senhores.
Alguns acham que falta muito amor em suas vidas. Outros reclamam do estrago que o excesso de amor faz. Para esses, a cura é simples: basta não se coçar para que as picadas de mosquito parem de incomodar.
Posts Relacionados

Instituto Athlon representa São José em Mundial na Holanda

Europa concentra maior número de casos de violência contra brasileiras no exterior

Discurso de Lula na Avibras, em Jacareí, provoca crise diplomática com o Paraguai
