Paulinho da Viola canta 50 anos de carreira no Sesc São José
Show com ingressos esgotados traz maiores clássicos do compositor


Elegância, discrição e lirismo são marcas registradas do artista
Divulgação
Cinquenta anos da cadência desapressada e irretocável refinamento de Paulinho da Viola passarão pelo palco do Sesc São José neste sábado (16), às 20h. Em apresentação com ingressos esgotados, o maior poeta do samba na atualidade revive seus sucessos mais marcantes da carreira.
Clássicos como “Sinal Fechado”, “Dança da Solidão”, Coração Leviano” ou “Foi um Rio que Passou em Minha Vida” estarão no repertório do cantor e compositor de 72 anos.
Filho do violonista César Faria, o artista carioca foi criado entre os principais nomes da bohemia carioca. Das rodas de choro e samba com Pixinguinha ou Jacob do Bandolim, Paulinho tirou inspiração que o acompanhou durante toda a carreira.
Se do ambiente musical da infância o musico herdou a cadência do choro, a convivência com o mestre Cartola lhe inspirou no lirismo. Paulinho era destaque no Zicartola, bar fundado pelo casal Cartola e Dona Zica e que marcou época no início dos anos 1960.
Discrição
A inabalável serenidade e o recato em relação a sua exposição na mídia são outras características desses 50 anos de carreira. Nas poucas entrevistas que concede, o autor mostra que mantém, na rotina, a mesma elegância demonstrada nos palcos.
Em 2003, o musico foi tema do documentário “Meu Tempo é Hoje”, com direção de Izabel Jaguaribe. No raro registro, Paulinho da Viola apresenta hábitos como o ofício de marceneiro, que mantém no quintal de casa, sua rotina pacata e seus mestres nas artes.
Comemoração
Além da turnê onde apresenta os principais sucessos da carreira, os cinquenta anos de carreira, comemorados em 2014, também foram lembrados com uma caixa comemorativa com os álbuns remasteurizados pela Universal. A coletânea Ruas que Sonhei traz as gravações do período entre 1968 e 1979.
São doze obras que reúnem seus maiores clássicos. Foi um Rio que Passou em minha Vida (1970), A Dança da Solidão (1972), Nervos de Aço (1973), Memórias Cantando (1976) e Memórias Chorando (1976) revivem a era de ouro do sambista.
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