Presidente do Cruzeiro tenta antecipar eleição e vice Itair Machado deixa clube
A quinta-feira foi agitada na diretoria do Cruzeiro. De uma só vez, o presidente Wagner Pires de Sá afirmou publicamente que pretende antecipar as eleições e anunciou que o vice-presidente Itair Machado está deixando o clube mineiro, após envolvimento em seguidas polêmicas. Com a saída de Machado, o futebol do Cruzeiro passa a ser comandado por…

A quinta-feira foi agitada na diretoria do Cruzeiro. De uma só vez, o presidente Wagner Pires de Sá afirmou publicamente que pretende antecipar as eleições e anunciou que o vice-presidente Itair Machado está deixando o clube mineiro, após envolvimento em seguidas polêmicas. Com a saída de Machado, o futebol do Cruzeiro passa a ser comandado por Zezé Perrella, presidente do Conselho Deliberativo.
Em meio à crise política e financeira do clube mineiro, Pires de Sá pretende antecipar as eleições para janeiro de 2020. Para tanto, ainda precisa da aprovação dos vice-presidentes Herminio Lemos e Ronaldo Granata. “O presidente Wagner Pires de Sá salientou que sua decisão deve-se ao grave momento político que o Cruzeiro atravessa, atrelado à forte crise financeira”, disse o dirigente, em comunicado.
Diante destas decisões, o presidente avisou que foram canceladas as duas reuniões do Conselho Deliberativo que estavam marcadas para o dia 21 deste mês. O dirigente também voltou a falar sobre as dívidas do clube.
“Wagner Pires de Sá revelou, mais uma vez, que assumiu o Clube tremendamente endividado, tendo pago durante o seu mandato mais de R$ 150 milhões de dívidas da administração anterior, além das despesas mensais de salários de funcionários e jogadores e os respectivos impostos. Acrescentou ainda que, diante das constantes disputas políticas, o Clube foi perdendo chances seguidas de recorrer ao mercado para corrigir suas finanças”, registrou o presidente, no mesmo comunicado.
Um dos principais apoiadores do presidente, Itair Machado foi alvo de seguidas polêmicas nos últimos meses. Na mais recente, chamou a atenção da oposição do Cruzeiro o alto salário recebido pelo então vice-presidente, de R$ 180 mil por mês, apesar da forte crise financeira vivida pelo clube.
Na polêmica mais grave, Itair e o presidente cruzeirense são investigados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público por suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e falsificação de documentos. Há suspeita ainda de que os dirigentes tenham infringido regras de transferência da Fifa e da CBF.
Os problemas extracampo acabaram afetando o rendimento do Cruzeiro nos gramados. Em crise na temporada, o time mineiro figura na zona de rebaixamento do Brasileirão. Ocupa no momento a 18ª colocação, com 21 pontos.
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