Relembre as finais da Libertadores entre times do mesmo país
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Disputada desde 1960, a Libertadores teve somente três finais entre times do mesmo país ao longo de sua história. No próximo sábado (30), às 17h, no Maracanã, Palmeiras e Santos farão o quarto embate caseiro que vai definir o campeão do torneio. Em 2005, o São Paulo venceu o Athletico na primeira final desse tipo….

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Disputada desde 1960, a Libertadores teve somente três finais entre times do mesmo país ao longo de sua história. No próximo sábado (30), às 17h, no Maracanã, Palmeiras e Santos farão o quarto embate caseiro que vai definir o campeão do torneio.
Em 2005, o São Paulo venceu o Athletico na primeira final desse tipo. No ano seguinte, foi a vez de o time tricolor perder do Internacional.
De 2007 a 2016, a Conmebol (confederação sul-americana) instituiu uma regra para impedir decisões entre equipes do mesmo país, forçando confrontos entre elas até as semifinais. A entidade, porém, voltou atrás em 2017. No ano seguinte, Boca Juniors e River Plate brigaram pelo título.
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Veja como foram as finais entre times do mesmo país:
2005 – O PRIMEIRO TRICAMPEÃO DO BRASIL
Na primeira final entre times do mesmo país na história da Libertadores, o São Paulo se tornou o primeiro brasileiro a conquistar o tricampeonato do torneio feito que seria alcançado depois por Santos e Grêmio.
Com uma goleada por 4 a 0 sobre o Athletico, no Morumbi, o time tricolor igualou ainda o placar mais elástico já ocorrido em partidas que encerraram a competição sul-americana, também aplicado pelo Boca Juniors (ARG) sobre o Deportivo Cali (COL), em 1978.
Foi uma atuação de gala dos tricolores, numa noite em que Amoroso, Fabão, Luizão e Tardelli marcaram os gols. No jogo de ida, houve empate por 1 a 1, no Beira-Rio, em Porto Alegre o clube paranaense não pôde jogar em seu estádio porque ele não atendia à capacidade de público exigida pela Conmebol para uma final.
Diante de um Morumbi lotado, com mais de 70 mil pessoas, coube a Rogério Ceni erguer a taça. “Ninguém mais me tira da história. Estou definitivamente na história do clube”, declarou na época o ex-goleiro.
O título marcava o início de um dos períodos mais vitoriosos do São Paulo, que conquistaria o Mundial de Clubes no fim do ano e três Brasileiros de 2006 a 2008.
2006 – ENFIM, INTERNACIONAL
Então campeão e em busca de seu quarto título, o São Paulo era considerado favorito na final da Libertadores de 2006 diante do Internacional, que em sua segunda decisão no torneio ainda sonhava com o título inédito.
A manutenção da base que havia levado o caneco no ano anterior, com nomes como Lugano, Mineiro, Josué, Danilo e, sobretudo, com Rogério Ceni no auge de sua forma, dava aos tricolores a confiança de que seria possível repetir o feito de 1992 e 1993, quando foram bicampeões consecutivos.
O cenário a favor, porém, foi desconstruído pelos gaúchos no confronto de ida, na capital paulista. Com dois gols de Rafael Sóbis, o Inter venceu por 2 a 1. Edcarlos descontou.
A equipe gaúcha também contava com nomes de peso, como Tinga, Jorge Wagner, Alex, Fernandão e o próprio Sóbis. O técnico Abel Braga lembra que usou entrevistas que antecederam o jogo para dar pistas falsas sobre a escalação que mandaria a campo.
“Isso teve influência”, disse o técnico. “Os times se conhecem, sabem como jogam, então se tem uma mudança significativa na estrutura tática pode causar um efeito, ou positivo ou negativo.”
Para os são-paulinos, o vilão foi o volante Josué, expulso no Morumbi com dez minutos de jogo, após acertar uma cotovelada em Sóbis. Mesmo que o Inter também tenha ficado com um a menos pouco antes do intervalo, com a expulsão de Fabinho, Josué acabou marcado.
Na partida de volta, o Inter tinha a vantagem do empate para ser campeão. Chegou a ficar à frente duas vezes, com gols de Fernandão e Tinga, mas Fabão e Lenílson empataram. O 2 a 2, porém, garantiu a festa dos colorados.
2018 – LIBERTADORES LONGE DA AMÉRICA
Os rivais argentinos River Plate e Boca Juniors tiveram de cruzar o Atlântico para decidir o título da Libertadores de 2018, o único da história da competição que não foi definido em solo sul-americano.
Depois de um primeiro confronto acirrado em La Bombonera (após adiamento de um dia por causa de um temporal), em que as equipes empataram por 2 a 2, a partida decisiva seria realizada no Monumental de Núñez, em 24 de novembro.
Já a caminho do estádio, o ônibus que levava a delegação do Boca foi apedrejado e teve seus vidros quebrados por torcedores do River, o que obrigou a Conmebol a adiar a final.
O Boca chegou a pedir ao Tribunal de Disciplina da entidade para ser declarado campeão. A Conmebol resolveu não só mudar a data, como a cidade e o país da decisão. O duelo acabou transferido para o Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid, na Espanha.
Mesmo contrariado por não ter jogado em sua casa, o River saiu de campo com a alma lavada. De virada e com dois gols na prorrogação, a equipe dirigida por Marcelo Gallardo venceu por 3 a 1, com gols de Pratto, Quintero e Gonzalo Martínez, e conquistou seu quarto título da Libertadores.
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