Richarlyson chora e confirma aposentadoria após queda
A queda para a Série B do Campeonato Brasileiro foi a última página na carreira do volante Richarlyson como atleta profissional. O jogador havia anunciado que se aposentaria do futebol após a derrota na penúltima rodada para o Flamengo, quando saiu de campo revoltado com a arbitragem, e confirmou a decisão de cabeça mais fria após o decreto da…

A queda para a Série B do Campeonato Brasileiro foi a última página na carreira do volante Richarlyson como atleta profissional. O jogador havia anunciado que se aposentaria do futebol após a derrota na penúltima rodada para o Flamengo, quando saiu de campo revoltado com a arbitragem, e confirmou a decisão de cabeça mais fria após o decreto da queda, com mais um resultado negativo, desta vez diante do Santos, no domingo.
“Como capitão, só posso pedir desculpas. Queria deixar o Vitória na Série A. Mas hoje foi meu último jogo. Vou conversar com meus familiares. Tenho recebido carinho dos meus familiares, que estão pedindo para ter calma. Minha decisão hoje é essa, encerro minha carreira como profissional”, declarou, emocionado, após o apito final no Barradão.
Richarlyson manteve as críticas ao árbitro Elmo Alves Resende, que apitou a partida contra o Flamengo. “Não foi só um lance. Não estou falando que o Elmo não tem caráter, não o conheço. Mas gostaria que ele fosse homem o suficiente para dizer que errou. Nem isso ele fez, não teve a capacidade de ser humilde e de reconhecer que errou. Errar é humano, seja no profissional ou na vida. Reconhecer é a essência da vida. Ele não fez.”
O volante revelou ainda que o juiz teria “zombado” dos jogadores do Vitória após o confronto. “Ele ainda saiu do jogo zombando, tipo ‘agora vou pra casa e fazer o que eu quero, e vocês…’. Este é meu desabafo, estou consciente do que estou falando. O futebol me proporcionou muitas coisas boas”, apontou.
Com a confirmação da aposentadoria, Richarlyson abandona o futebol apenas aos 31 anos, após uma vitoriosa carreira. Revelado pelo Ituano, passou por Fortaleza, pelo futebol austríaco e pelo Santo André antes de chegar ao São Paulo, onde ganhou fama. Depois de seis anos, foi para o Atlético-MG, onde ficou até chegar ao Vitória este ano. No currículo, tem dois títulos da Libertadores, três do Brasileiro, dois do Mineiro e dois do Paulista.
“Tenho 16 anos de profissional, muito bem vividos. Tenho uma história vitoriosa. Uma hora eu tinha que parar. Chega a hora de passar por um novo ciclo, é mais proveitoso quando se faz com consciência tranquila. Vou sentir falta dos companheiros, das brincadeiras, de tudo o que o futebol proporcionou. Mas estou preparado. A minha vida como ser humano vai começar agora”, afirmou.
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