Rock in Rio: Grandes nomes celebram centenário do samba
Monarco, Alcione, Martinho da Vila e Jorge Aragão, com Mart’nália, Roberta Sá e Criolo fecharam o Palco Sunset em clima de Carnaval


Público invade a Cidade do Rock, que este ano ocupa os espaços do Parque Olimpico na Barra da Tijuca na zona oeste do Rio
Wilton Junior/ Estadão
Pedras fundamentais do samba carioca, Monarco, Alcione, Martinho da Vila e Jorge Aragão, com Martnália, Roberta Sá e Criolo completando a roda, fecharam o Palco Sunset nesta sexta-feira, 15, em clima de Carnaval. Era o show “Salve o samba!”, uma reverência do Rock in Rio ao centenário do samba, comemorado ano passado.
Com roteiro do jornalista João Pimentel e abertura com o grupo Jongo da Serrinha, do mesmo morro que deu ao mundo o Império Serrano, o show foi calcado em clássicos dos clássicos, a começar com “Canta, canta, minha gente”, puxado por Martinho.
“Pelo telefone”, “A voz do morro”, “Alguém me avisou”, “Vai vadiar”, “Coração em desalinho”, “Coisinha do pai” e “Vou festejar” se seguiram, um intérprete chamando o outro. O samba paulista de Adoniran Barbosa, defendido por Criolo, foi representado por “Saudosa maloca” e “Tiro ao álvaro”. Luiz Melodia, que morreu mês passado, recebeu tributo com “Estádio, holy Estácio”, número de Mart’nália.
O repertório se remeteu a escolas tradicionais do carnaval do Rio, Portela – “Foi um rio que passou em minha vida, Portela na Avenida”, com Roberta Sá -, Mangueira – “Exaltação à Mangueira”, com Alcione – , e Império Serrano – o grand finale foi ao som de “Aquarela brasileira”.
A apresentação, de uma hora, animou um público mais velho, que já havia dançado sucessos dos anos 1990 com Fernanda Abreu, acompanhada dos integrantes do Focus Cia de Dança e do Dream Team do Passinho antes.
Não foi a primeira vez que o samba teve vez no Rock in Rio. Martinho e Alcione estiveram em edições passadas. “O samba tem que estar em todos os lugares. Ele é capaz de produzir a maior festa popular do País”, dizia a Marrom pouco antes de subir ao palco. Antes de cantar Gostoso veneno, brincou: “Hoje é dia de samba, bebê”.
Numa noite pop, a abertura para o samba funcionou. “Estamos contando uma história do samba, não ‘a’ história, porque isso não seria possível”, elaborou Zé Ricardo, curador do Palco Sunset.
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