Rock in Rio: substituindo Lady Gaga, Maroon 5 é a prova da transformação do pop
Roberto Medina, criador e organizador do Rock in Rio, vai poder deixar a cabeça no travesseiro tranquilo na noite desta sexta-feira, 15, para o sábado. A noite de quinta-feira, 14, não deve ter sido fácil. Na véspera do início do Rock In Rio, Lady Gaga, a principal atração da primeira noite de festa, cancelou a sua participação. De última hora,…

Roberto Medina, criador e organizador do Rock in Rio, vai poder deixar a cabeça no travesseiro tranquilo na noite desta sexta-feira, 15, para o sábado. A noite de quinta-feira, 14, não deve ter sido fácil. Na véspera do início do Rock In Rio, Lady Gaga, a principal atração da primeira noite de festa, cancelou a sua participação. De última hora, foi chamado o Maroon 5, banda que também é a “headliner” do sábado, 16.
E o repeteco foi criticado. Fãs da Gaga torceram o nariz. Não gostaram, não, da substituição. Embora ambos artistas caminhem pelo pop, eles trafegam por vias muito, mas muito distintas. Falta, ao Maroon 5, a capacidade de atingir um público muito específico da Gaga, os “Little Monsters”, como seus fãs mais fervorosos e numerosos são chamados.
O Maroon 5, no universo do pop de hoje, é mais genérico. E não entenda isso como algo ruim. A banda de Adam Levine é apenas mais abrangente. Porque tocam em todas as rádios. Porque cantam de amor. Porque fazem dançar. É fácil curtir um show do Maroon 5. Não há riscos a correr.
É claro que a voz de Adam Levine, extremamente aguda nos registros de estúdio, não é igual no palco. Também falta pegada à banda ao vivo. O som soa frouxo – falta o grave para contrabalancear, meus caros.
Mas o Maroon 5, a banda mais camaleônica do pop da atualidade, é sagaz justamente nessa capacidade de se transformar. No mesmo show, eles são capazes de dar início à apresentação com Moves Like Jagger e, na sequência, This Love – um pop descaradamente dançante e uma baladinha de amor.
É dessa forma que o Maroon 5 se adapta aos tempos – e, por vezes, se adianta ao tempo. Com a ideia de antecipar as tendências, o Maroon 5 mais acerta do que erra. Absorve a sonoridade dos anos 1980 – principalmente a bateria com eco -, ignora a guitarra e abusa do carisma do seu vocalista.
Até mesmo quando Adam Levine decide mostrar uma versão tortinha, porém fofinha, de Garota de Ipanema, as coisas funcionam para eles. Não importa o clichê, não importa a falta de molejo para a bossa, o Maroon 5 é capaz de arrancar aplausos.
Não eram titulares, os integrantes do Maroon 5, mas mesmo com time misto, o Rock in Rio se saiu vencedor na primeira noite. Pode relaxar, senhor Medina.
Posts Relacionados

Europa concentra maior número de casos de violência contra brasileiras no exterior

Discurso de Lula na Avibras, em Jacareí, provoca crise diplomática com o Paraguai

Novo tarifaço de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros entra em vigor
