Scheidt tem dificuldades e cai para o 13º lugar no Mundial da Laser
Após se destacar no sábado, o brasileiro Robert Scheidt teve dificuldades neste domingo, no Mundial da classe Laser, disputado em Sakaiminato, no Japão. Diante dos ventos mais fracos, o velejador não teve bons resultados nas duas regatas do dia e caiu do 5º para o 13º lugar na classificação geral. Scheidt obteve um 14° posto e um 30° nas duas…

Após se destacar no sábado, o brasileiro Robert Scheidt teve dificuldades neste domingo, no Mundial da classe Laser, disputado em Sakaiminato, no Japão. Diante dos ventos mais fracos, o velejador não teve bons resultados nas duas regatas do dia e caiu do 5º para o 13º lugar na classificação geral.
Scheidt obteve um 14° posto e um 30° nas duas regatas deste domingo. Apesar da queda de rendimento, o brasileiro segue dentro da zona de classificação para tentar obter a vaga olímpica em Tóquio-2020 já nesta competição, também disputada no Japão. Ele precisa terminar ao menos entre os 18 melhores.
Além disso, para garantir o direito de representar o País em sua sétima Olimpíada, o velejador de 46 anos precisa ser o brasileiro mais bem colocado na disputa. A vaga, porém, só estará assegurada se outro velejador do Brasil não for medalhista no evento-teste olímpico em Enoshima, ainda neste ano, e subir ao pódio no Mundial da Laser em 2020.
“Foi um dia difícil, com vento fraco. Depois do 14° lugar na regata inicial, acabei tomando algumas decisões ruins no início da segunda prova, principalmente sobre onde largar. Fui para o lado direito da raia e o vento entrou mais pela esquerda. Com isso, montei a primeira bóia em 30° e não consegui recuperar. Eu poderia ter velejado melhor, mas cometi alguns erros”, analisou o velejador.
Scheidt, contudo, evitou lamentar os resultados do dia. “Agora é tentar esquecer e partir com tudo para amanhã segunda-feira. Ainda faltam quatro regatas e provavelmente o vento vai continuar fraco nos próximos dois dias. Vai ser complicado, mas, ao mesmo tempo, existem muitas oportunidades”, comentou.
Visando a Olimpíada, o velejador segue em boa situação no campeonato. Isso porque continua à frente dos rivais compatriotas. Em 13º, com 58 pontos perdidos, está à frente de Bruno Fontes (39ª no geral, com 119 pontos perdidos), de João Pedro Souto de Oliveira (48° lugar, com 136 pontos perdidos), e de Philipp Grochtmann (92°, com 194 pontos perdidos), sem mais chances de brigar por uma vaga no pódio.
Se conquistar a vaga olímpica, Scheidt se tornará o recordista brasileiro em participações nestes grandes eventos. E aí a meta será buscar a sexta medalha olímpica, o que também seria um recorde do País. Scheidt divide o posto de maior medalhista olímpico brasileiro com o ex-velejador Torben Grael, cada um com cinco pódios.
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