Sem estrelas, Nigéria e Islândia fazem confronto da juventude versus experiência
Nigéria e Islândia se enfrentam nesta sexta-feira, às 12 horas (de Brasília), na Arena Volgogrado, em Volgogrado, pela segunda rodada do Grupo D da Copa do Mundo da Rússia. É o duelo da juventude contra a experiência. E vice-versa. Entre jovialidade e cancha, nenhuma estrela. “Então vai ser um jogo de dois coletivos”, projetou o calejado…

Nigéria e Islândia se enfrentam nesta sexta-feira, às 12 horas (de Brasília), na Arena Volgogrado, em Volgogrado, pela segunda rodada do Grupo D da Copa do Mundo da Rússia. É o duelo da juventude contra a experiência. E vice-versa. Entre jovialidade e cancha, nenhuma estrela.
“Então vai ser um jogo de dois coletivos”, projetou o calejado técnico da Nigéria, o alemão Gernot Rohr, de 64 anos. “A qualificação coletiva precisa estar acima da individual”, corrobora o mancebo treinador da Islândia, Heimir Hallgrímsson, de 51, dentista na horas vagas.
Depois de perder na estreia para a Croácia por 2 a 0, a Nigéria vai para cima da Islândia em busca da vitória para continuar sonhando com a classificação à próxima fase da competição. A previsão de calor de 30ºC na hora da partida é tida como ponto positivo a favor dos africanos.
Imprimir um ritmo forte desde o início do jogo pode fazer a diferença nos momentos finais do embate, diante de adversários nascidos e criados em um país em que a temperatura média anual é de 11ºC. Outra vantagem é a jovialidade do elenco nigeriano, o mais novo entre as 32 seleções da Copa do Mundo, com média de 25,4 anos dos jogadores. O goleiro titular Francis Uzoho, por exemplo, têm só 19 anos.
Por outro lado, a Nigéria carrega na bagagem a participação em cinco Mundiais anteriores. Alcançou as oitavas de final três vezes: 1994, 1998 e 2014. Caiu na primeira fase em 2002 e 2010.
Mas essa experiência dos africanos não tem influenciado no desempenho da equipe. Nos últimos 13 jogos em Copa – contando a estreia na Rússia -, conquistaram apenas uma vitória: 1 a 0 contra a Bósnia-Herzegovina, em 21 de junho de 2014, em Cuiabá, durante a fase de grupos do Mundial do Brasil. Foram outras nove derrotas e três empates.
A Islândia, por sua vez, tem também a sua tarimba no futebol. A média de idade dos atletas é de 28,1 anos, a nona maior entre os 32 times do torneio. A maioria com rodagem internacional, sendo apenas dois dos 23 convocados que atuam no futebol islandês. Porém, é debutante em Copa do Mundo.
Mas essa falta de experiência não pesou na estreia contra a temida Argentina. O empate por 1 a 1 foi considerado vitória. O objetivo dos islandeses na Rússia é continuar a escrever a sua história na competição. Quem sabe escrever a primeira vitória em Mundiais sobre a Nigéria nesta sexta-feira? Quem sabe se qualificar às oitavas de final logo na primeira participação no torneio?
Na primeira disputa de Eurocopa, em 2016, surpreenderam ao chegar às quartas de final. O país de 335 mil habitantes, o menor a ter disputado um Mundial, encantou o Velho Continente e despertou o interesse do planeta bola. Futebol vistoso dentro do campo e uma torcida fanática fora dele.
No duelo desta sexta-feira vencerá a experiência nigeriana sobre a juventude islandesa? Ou vai prevalecer a experiência da Islândia sobre a juventude da Nigéria?
FICHA TÉCNICA
NIGÉRIA x ISLÂNDIA
NIGÉRIA – Francis Uzoho; Abdullahi Shehu, William Troost-Ekong, Leon Balogun e Brian Idowu; Wilfred Ndidi, John Obi Mikel e Oghenekaro Etebo; Victor Moses, Odion Ighalo e Alex Iwobi. Técnico: Gernot Rohr.
ISLÂNDIA – Hannes Halldorsson; Birkir Saevarsson, Kari Arnason, Ragnar Sigurdsson e Hordor Magnusson; Emil Hallfredsson e Aron Gunnarsson; Gylfi Sigurdsson, Birkir Bjarnason e Rurik Gislason; Alfred Finnbogason. Técnico: Heimir Hallgrímsson.
ÁRBITRO – Matthew Conger (Fifa/Nova Zelândia).
HORÁRIO – 12 horas (de Brasília).
LOCAL – Arena Volgogrado, em Volgogrado (Rússia).
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