Suplentes que assumiriam vagas no Conselho Fiscal do Cruzeiro também renunciam
A denúncia de irregularidades da atual administração do Cruzeiro veiculada no programa Fantástico, da Rede Globo, na noite do último domingo, ainda repercute no clube mineiro. Os conselheiros Valter Batista e Daniel Farias renunciaram de seus cargos no Conselho Fiscal na manhã desta terça-feira. Valter e Daniel não chegaram a assumir seus…

A denúncia de irregularidades da atual administração do Cruzeiro veiculada no programa Fantástico, da Rede Globo, na noite do último domingo, ainda repercute no clube mineiro. Os conselheiros Valter Batista e Daniel Farias renunciaram de seus cargos no Conselho Fiscal na manhã desta terça-feira.
Valter e Daniel não chegaram a assumir seus lugares no Conselho Fiscal. Eles ocupariam as vagas como suplentes depois das saídas de Geraldo Luiz Brinat, Ubirajara Pires Glória e Celso Luiz Chimbida, que deixaram o clube no dia 8 de maio alegando falta de transparência nas contas. O atual cenário teria contribuído para a renúncia dos dois membros entregue ao Conselho Deliberativo. Agora, o conselho fica sem nenhum integrante.
A eleição de quatro membros novos do Conselho Fiscal estava marcada para o dia 30 de maio, em Assembleia Extraordinária e, depois, passou para o dia 4 de junho. No entanto, com as renúncias, o presidente do Conselho, Zezé Perrella, deve agendar uma nova data para este pleito.
É possível que a diretoria do Cruzeiro, que concedeu entrevista coletiva na segunda-feira com a intenção de explicar as irregularidades das quais está sendo acusado, volte a se manifestar.
A principal denúncia contra a atual administração do Cruzeiro, composta pelo presidente Wagner Pires de Sá e o vice-presidente de futebol Itair Machado, diz respeito à venda no ano passado de parte dos direitos econômicos do jovem Estevão William, já chamado de “Messinho”, então com 11 anos, para pagar uma dívida com o empresário Cristiano Richard. A Lei Pelé e o Estatuto da Criança e do Adolescente proíbem menores de 12 anos de possuir contratos empregatícios.
Em comunicado, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que instaurou inquérito com o objetivo de investigar os membros da diretoria cruzeirense e apurar, no Departamento de Investigações de Fraudes, denúncias por falsificação de documento particular, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
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