Thiago Pereira tenta recuperar corpo e mente para ‘apagar’ desclassificação
O dia seguinte da prova dos 400 metros medley nos Jogos Pan-Americanos de Toronto foi bem diferente do que Thiago Pereira poderia imaginar. Após ser desclassificado da prova e perder uma das chances de igualar o recorde de medalhas do cubano Erick López, o nadador usará a sexta-feira para recuperar o corpo e a mente. Preocupado com o desgaste,…

O dia seguinte da prova dos 400 metros medley nos Jogos Pan-Americanos de Toronto foi bem diferente do que Thiago Pereira poderia imaginar. Após ser desclassificado da prova e perder uma das chances de igualar o recorde de medalhas do cubano Erick López, o nadador usará a sexta-feira para recuperar o corpo e a mente.
Preocupado com o desgaste, Thiago já havia desistido dos 100 metros costas, realizada nesta sexta, e só voltará às piscinas no sábado para mais duas disputas – 200 metros medley e revezamento 4×100 metros medley. Para se tornar o maior vencedor de todos os tempos da competição, ele nadará com a obrigação de subir no pódio nas duas oportunidades. “Primeiro preciso descansar, tenho mais duas provas. Lógico que fica muito mais apertado, não vai poder ter erro”, afirmou.
De acordo com a organização, o erro que eliminou Thiago Pereira teria sido na virada do nado peito para o estilo livre. O brasileiro ficou bastante incrédulo por considerar que a natureza da falha é contra a “mecânica” do movimento. Não foi a primeira vez que o atleta foi desclassificado na carreira, mas anteriormente a passagem do nado costas para o peito havia sido o problema.
Ele explica que os nadadores estão mais sujeitos ao erro nesta transição e até comenta a falha da canadense Emily Overholt, que não tocou as mãos simultaneamente na borda. “Sua cabeça tem de estar sempre para cima, ela não pode estar virada para o fundo. Ela jogou para baixo como se fosse uma virada de crawl (estilo livre).”
A comissão técnica também tenta preservar Thiago Pereira. “É um fato extremamente desagradável, que não faz parte da vida maravilhosa e da história que esse cara construiu. Vamos em frente, a vida continua”, afirmou Ricardo de Moura, chefe da equipe de natação.
Em Toronto, Thiago Pereira superou a marca do ex-nadador Gustavo Borges e, com 21 medalhas, ostenta a honra de ser o maior campeão brasileiro da história do Pan.
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