Trem da Viração e Beira do Riacho: uma história de amor caipira

Neste sábado (15), banda joseense volta ao seu palco predileto

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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Músicos do Trem da Viração no ‘Sr. Brasil’, da TV Cultura

Divulgação

Neste sábado (15), quando os músicos do Trem da Viração subirem no rústico palco do Espaço Cultural Beira do Riacho, em Monteiro Lobato, mais do que uma simples apresentação, o grupo de música regional estará reafirmando o laço afetivo que mantém com o local. Isso porque, ao longo dos 17 anos da bem sucedida carreira do Trem, a casa caipira foi cenário para alguns dos melhores momentos da banda.

Sem hora para terminar, os shows da trupe costumam arrastar uma turma de fãs fiéis, que só arredam pé do Bairro do Souza, onde o espaço está situado, depois do último acorde.  No início da banda, a agenda na Beira do Riacho era de um show por mês. Com o passar dos anos, o número de apresentações foi reduzindo, mas sem perder a pegada dos velhos tempos.

“É sempre igual, mas tudo diferente”, brinca o vocalista e compositor Deo Lopes. De acordo com o músico, tocar na Beira do Riacho é como um retorno para o quintal de casa.

“A atmosfera diferente. A gente toca entre amigos mesmo. O show é sempre mais à vontade. Se eu fiz uma música de manhã, à noite já posso levar para tocar à noite, para experimentar se vai dar certo”, afirma o músico.

Histórico
Toda essa intimidade tem um motivo: a Beira do Riacho foi praticamente o berço da banda. A história começou em uma festa do Dia das Bruxas, no dia 31 de outubro de 1998, quando Deo, Cauique Bomsucesso, Márcio de Oliveira, Marcelo Moreira e Beto Quadros reuniram-se pela primeira vez.

“Ainda nem éramos um grupo. Começamos essa história sem nenhuma pretensão. Fizemos um show chamado ‘A noite dos Bruxos’ e a química entre os músicos e o local começou. Fizemos um show para 400 pessoas. O trabalho nasceu naquele dia mesmo. Tocamos até amanhecer. Dois dias depois já estávamos tocando como banda”, afirma Deo.

De lá para cá foram apresentações por todo o país, dois álbuns de (‘Chega Junto’ e ‘Levanta Poeira’) estúdio e mais um gravado em show na própria Beira do Riacho. Atualmente, com os integrantes se dedicando mais aos seus trabalhos individuais, as reuniões do Trem são esporádicas e acontecem mesmo pelos pedidos dos fãs.

“Hoje nos encontramos mais para tocar mesmo. O pessoal pede e a gente volta”, afirma. “Mesmo assim, ainda temos bastante material inédito para gravar. Quem sabe não sai mais um trabalho do Trem”, explica.

Neste sábado, o Trem terá a companhia dos joseenses do Trio Zé, banda formada por violeiros que, assim como a atração principal da noite, também mantém viva a cultura regional em suas composições.

Trem da Viração
Quando: sábado (15)
Onde: Beira do Riacho (Estrada da gruta – Bairro do Souza – Monteiro Lobato)
Horário: 21h
Valor: R$ 30

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