Ucrânia desiste de sediar Europeu de Basquete de 2015
A Ucrânia anunciou nesta quarta-feira a sua desistência de sediar o Campeonato Europeu de Basquete do próximo ano, citando incertezas políticas sobre a anexação da Crimeia pela Rússia e graves problemas financeiros. “Não posso imaginar como realizar os preparativos nas atuais graves condições econômicas e políticas”, disse Markiyan Lubkivsky,…

A Ucrânia anunciou nesta quarta-feira a sua desistência de sediar o Campeonato Europeu de Basquete do próximo ano, citando incertezas políticas sobre a anexação da Crimeia pela Rússia e graves problemas financeiros. “Não posso imaginar como realizar os preparativos nas atuais graves condições econômicas e políticas”, disse Markiyan Lubkivsky, presidente do comitê organizador.
A Ucrânia foi escolhida para receber o torneio, bienal e disputado por 24 times, em dezembro de 2011. Ele seria realizado em cinco cidades do país. A França se ofereceu para substituir a Ucrânia como sede. Já a Ucrânia agora espera sediar o torneio em 2017. “Seria justo como já fizemos muito da preparação, começamos a construir as arenas que estão inacabadas”, disse Lubkivsky.
A decisão de desistir do torneio aconteceu um dia depois do presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinar um tratado para incorporar a Crimeia ao seu país. Isso aconteceu depois do referendo do último domingo em que os moradores da região esmagadoramente apoiaram que a Crimeia passe a compor a Rússia.
Lubkivsky condenou o que classificou como uma “agressão da Rússia” para a Ucrânia, o que, na sua visão, “causou instabilidade e ameaça à segurança das regiões do sudeste da Ucrânia”. “Esta situação exige que a Ucrânia reveja as prioridades e concentre recursos financeiros e políticos para salvar a integridade territorial e até mesmo a independência”, disse.
O dirigente também citou a crise financeira e as dificuldades do país em cumprir os compromissos para a construção de arenas nas cidades-sede de Kiev, Donetsk, Lviv, Odessa, Kharkiv e Dniprpetrovsk. “É uma necessidade resolver as questões sociais rígidas de maior prioridade”, disse.
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