Valentim deixa futuro em aberto e não descarta dar adeus ao Palmeiras
Técnico do Palmeiras menciona diferentes possibilidades para 2018 e não garante permanência no cargo


Valentim torce para ser efetivado como técnico do Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras
A dois jogos do fim da temporada, o suspense permanece no Palmeiras sobre a permanência de Alberto Valentim. Nesta segunda-feira, após a derrota por 2 a 1 para o Avaí, pelo Campeonato Brasileiro, em Florianópolis, o treinador disse não ter confirmação sobre qual será o seu trabalho na próxima temporada e, entre as possibilidades, citou a chance de deixar o clube.
“Não sei o que vai acontecer no futuro, se vou ser auxiliar, treinador do Palmeiras ou em outro lugar. Mas só tenho que agradecer aos jogadores, que fazem o melhor possível dentro da nossa proposta de jogo”, disse o técnico durante a entrevista coletiva ao fim da partida no estádio da Ressacada. Valentim se tornou o comandante depois da saída de Cuca, em outubro.
O antigo auxiliar trabalhou no clube nesta função entre 2014 e 2016, para depois sair no começo desta temporada porque queria atuar como treinador e recebeu o convite do Red Bull Brasil para dirigir o time no Campeonato Paulista. Valentim voltou ao Palmeiras em junho, após contato de Cuca e do diretor de futebol do clube, Alexandre Mattos.
Durante entrevista ao canal SporTV, Valentim afirmou que não gostaria de voltar a ser auxiliar. “Sempre deixei muito claro desde o início da minha carreira que a ideia é ser treinador. Tive essa oportunidade no começo do ano, no Red Bull”, afirmou. “Depois que parei de jogar, fiquei dois anos e meio estudando, fui para fora três vezes, e quero fazer uma carreira bem bacana. Vamos ver o que vai acontecer no próximo ano”, completou.
A diretoria do Palmeiras ainda não se posicionou sobre quem será o treinador no próximo ano. O clube já procura por reforços. Valentim tem participado das indicações e disse ser querido pelos jogadores. “O bom ambiente de trabalho é importante de existir em qualquer lugar. Eu prezo por isso. Uma coisa que precisa ser ressaltada é que não é só ambiente que tenho com os jogadores. Tem todo um trabalho por trás, um time organizado, que joga compacto, que procura finalizar o máximo possível”, comentou.
Sobre o jogo desta segunda-feira à noite em Florianópolis, o treinador lamentou os erros de finalização e avaliou que o time dominou a partida e foi “punido” por duas bolas na trave, uma após arremate de Tchê Tchê, no primeiro tempo, e outra em chute de Willian, na etapa final.
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