Brasil perde para a Noruega e está eliminado da Copa do Mundo
Seleção amplia histórico de fracassos contra europeus em fases eliminatórias de Copas

A seleção brasileira voltou a viver um roteiro conhecido e doloroso em Copas do Mundo. Neste domingo (5), o Brasil foi derrotado pela Noruega por 2 a 1, e deu adeus ao Mundial de 2026 nas oitavas de final aumentando uma sequência que já se tornou um dos maiores fantasmas da equipe: a incapacidade de superar seleções europeias em confrontos eliminatórios em mundiais.
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A eliminação começou a se desenhar logo nos primeiros minutos de partida. O Brasil teve a chance de abrir o placar em uma cobrança de pênalti, mas Bruno Guimarães desperdiçou a oportunidade, parando na defesa do goleiro norueguês. O erro acabou pesando no decorrer do confronto.
A Noruega aproveitou melhor as oportunidades criadas e contou mais uma vez com o faro de gol de Haaland, autor dos dois gols da equipe europeia no segundo tempo. O Brasil ainda diminuiu com Neymar, no fim da partida em cobrança de pênalti. Esse pode ter sido o último jogo e o último gol do atacante pela seleção.
O resultado reforça um retrospecto que preocupa. Desde a Copa do Mundo de 2006, o Brasil perdeu todos os confrontos eliminatórios disputados contra seleções europeias, independentemente da tradição ou do tamanho do adversário.
A sequência começou com a derrota para a França nas quartas de final da Copa de 2006. Em 2010, a eliminação veio diante da Holanda. Em 2014, além do histórico 7 a 1 para a Alemanha na semifinal, a Seleção ainda perdeu a disputa do terceiro lugar para a Holanda. Em 2018, caiu para a Bélgica nas quartas de final. Em 2022, foi eliminada pela Croácia nos pênaltis. Agora, em 2026, a Noruega entra para essa lista ao vencer por 2 a 1 nas oitavas de final.
A nova eliminação aumenta a pressão sobre o trabalho da comissão técnica e reacende o debate sobre a dificuldade do futebol brasileiro em competir com seleções europeias nos momentos decisivos. Enquanto o Brasil segue sem conquistar o hexacampeonato desde 2002, os europeus continuam dominando os confrontos eliminatórios diante da Seleção, transformando um antigo favoritismo brasileiro em um incômodo tabu.
Foto: James Lang/Reuters
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