Ciclista ilhabelense conquista pódio em Brasileiro de MTB Downhill
A jovem ilhabelense Julia Freire Cruz, de 18 anos, traz no sangue a paixão pelo mountain bike (MTB) downhill, modalidade marcada pelas descidas, saltos alucinantes e corrida contra o relógio, pelo menor tempo


Julia Freire Cruz, de Ilhabela, celebra vice-campeonato em Balneário Camboriú
Divulgação
A jovem ilhabelense Julia Freire Cruz, de 18 anos, traz no sangue a paixão pelo mountain bike (MTB) downhill, modalidade marcada pelas descidas, saltos alucinantes e corrida contra o relógio, pelo menor tempo. Ela é filha de Alcides Cruz, o Juninho, dono de cinco títulos brasileiros na mesma modalidade e prima de Edivando Souza Cruz, medalhista pan-americano e representante brasileiro nas Olimpíadas de Atenas (2004), um dos principais nomes do XCO (cross country olímpico) no Brasil e na América Latina.
A experiência do pai é bem-vinda, mas Julia quer traçar seu próprio caminho e ser lembrada pelos próprios feitos sobre duas rodas. Neste fim de semana, em Balneário Camboriú (SC), ela sentiu, mais uma vez, esse gostinho ao chegar em segundo lugar no Campeonato Brasileiro da modalidade, disputado no Morro da Aguada, na Praia de Laranjeiras. O tempo de 3min15seg conferiu-lhe o vice-campeonato.
“Meu objetivo é esse, me superar a cada prova e conquistar bons resultados”, afirma a jovem, que também é estudante universitária. Se você acha que encarar descidas em alta velocidade já é muito para uma mulher, não se iluda, Julia ainda faz duas faculdades: Gestão Portuária e Matemática. A ilhabelense começou a disputar as provas pela categoria Elite no começo do ano passado, dada a pequena quantidade de atletas inscritas na Júnior. Em Balneário Camboriú, neste fim de semana, seis participaram da bateria decisiva, entre elas a então tetracampeã Bruna Ulrich, de Ibirama (SC), que conquistou o penta no domingo, com o tempo de 3min01seg, antes de viajar para o Canadá a competições.
Entre as principais características do palco da disputa, Julia destacou um salto duplo e o percurso “longo, em termos de DH”, com dois drops em terra e duas curvas em alta velocidade. “No ano passado eu já havia competido lá em uma prova que valia pontos para o ranking nacional, mas o percurso mudou um pouco. Acho que o fato de ela ter sido disputada em um local relativamente distante, no Sul, e as características do percurso afastaram um pouco as participantes, já que não temos muito tempo para treinar; é preciso chegar dias antes da competição para conhecer bem o percurso”, avalia a ilhabelense. “Sei que dava para eu ter ido um pouco melhor, não fosse o nervosismo, mas fiquei satisfeita com meu resultado, já que foi a minha segunda competição lá e a Bruna tinha mais experiência no percurso”, completa.
A ilhabelense disputa outras provas estaduais que contam pontos para o ranking nacional da modalidade, a exemplo do Paulista, que lidera e enfrenta, em outubro, a 4ª etapa, na cidade de Ribeirão Pires. O Campeonato Brasileiro de DH contou pontos para os rankings nacional e internacional da modalidade.
Posts Relacionados

São José vence nos pênaltis e avança na Copa do Brasil Feminina

Jacareí vence o Prêmio Bicicleta Brasil 2025 em Brasília

