Com sonho realizado, Igor Marcondes busca exemplo em Belucci na ATP

“Desde criança queria ser jogador profissional, mas não era algo que todo mundo dava bola. Agora o sonho está pra se tornar realidade”. É assim que Igor Marcondes define o momento que vive no tênis.

Escrito por: Thiago Fadini3 min de leitura
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Igor Marcondes é natural de Caraguatatuba e defende São José dos Campos

Cleon Medeiros

“Desde criança queria ser jogador profissional, mas não era algo que todo mundo dava bola. Agora o sonho está pra se tornar realidade”. É assim que Igor Marcondes define o momento que vive no tênis.

Aos 18 anos, o atleta de Caraguatatuba deu início à caminhada entre os melhores do mundo há três semanas, após bater Ricardo Hocevar e Bruno Sant’Anna no torneio Future de Itajaí, em Santa Catarina, parando nas quartas de final da competição e somando dois pontos no ranking da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais). Atualmente, Igor é o número 1582 do mundo.

E o garoto que acompanhava o pai nas aulas de tênis com “uma raquete na mão esperando uma chance”, encarou a entrada no mundo profissional com menos euforia e mais foco.

“Foi uma sensação nova. Nunca tinha chegado num torneio assim, gostei bastante, mas já passou. Então agora tenho que treinar mais pra conseguir novos pontos. Não é porque fiz os primeiros que agora vou relaxar, tenho que treinar mais pra ir melhor nos outros torneios”, disse o caiçara.

Igor Marcondes iniciou no tênis aos seis anos. Com o tempo, foi evoluindo e chamou a atenção de Leandro Afini, comandante da equipe de alto rendimento de São José dos Campos. Morando sozinho na Metrópole e recebendo apoio do time, o tenista se alterna entre fins de semana em Caraguá e nos torneios nacionais e internacionais.

Atingindo a maioridade, Igor chegou ao limite da categoria juvenil no tênis e poderá disputar torneios da divisão apenas até o fim de 2015. No ano que vem, estará apenas entre os melhores do mundo. Além de disputar a divisão de simples, ele também busca ascensão nas duplas ao lado de Felipe Meligeni, sobrinho de Fernando Meligeni.

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Igor (à esquerda) e Felipe Meligeni

Divulgação

Para ele, a principal diferença nas categorias está muito mais no lado psicológico dos atletas do que na parte técnica.

“Todos no juvenil como no profissional são parecidos, cada um tem sua técnica, é mais a experiência mesmo. No profissional os caras não largam o osso, não importa o placar, ganhando ou perdendo muito fácil. No juvenil não. Você está ganhando e acha ‘ah, já ganhei, vou relaxar’. Isso acaba prejudicando”, explicou.

Nesta temporada, Igor terá mais um torneio da categoria Future Internacional em Belém, no Pará, e o US Open, último Grand Slam como juvenil. “É o único que ainda tenho garantido”, disse rindo.

Perguntado sobre em quem se espelha dentro do tênis, Igor ‘surpreende’ e cita o número 1 do Brasil e 42 do mundo como exemplo, que segundo ele, suporta com destreza a pressão de estar no top 100.

“Vai ser meio estranho, mas os top’s todos estão fazendo história. Federer, Nadal, Djokovic agora, Murray entrando… Mas o cara que eu gosto mais é o Bellucci. O jeito que ele joga, com todo mundo pressionando ele dizendo que é ruim, por ele estar onde está, com toda essa pressão, ele é muito jogador. Me espelho nele”, concluiu Igor Marcondes.

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