Fabíola Molina comemora recorde mundial da amiga Etiene Medeiros
Para joseense, dedicação é o principal trunfo da atual recordista dos 50m costas


Ex-nadadora vê seleção com boas chances nos Jogos Olímpicos 2016
Warley Leite/Meon
No último domingo (7), a nadadora brasileira Etiene Medeiros entrava para a história ao bater o recorde mundial dos 50 metros costas e garantir a medalha de ouro no mundial de Doha. Enquanto isso, em São José dos Campos, a ex-nadadora Fabíola Molina vibrava com o sucesso da amiga na modalidade que também a projetou para o cenário mundial.
De acordo com a joseense, a dedicação é a principal marca da nova estrela da natação mundial. Fabíola acompanhou o início da trajetória de Etiene e afirma que a pernambucana tem feito as escolhas certas na carreira e evoluindo de forma gradativa no último ano.
“Ela é uma profissional que sabe muito bem onde quer chegar. Se dedica muito aos treinamentos, está cercada de profissionais certos e, o mais importante, acredita em seus sonhos. Ela merece muito o que conquistou”, afirma Fabíola.
Apesar da comemoração emocionada em casa, Fabíola não chegou a se surpreender com o resultado consquistado pela nadadora de 23 anos. O desempenho em campeonatos preparatórios e a evolução da nadadora já eram indícios de que alguma conquista estaria por vir.
“A maioria do pessoal está conhecendo Etiene agora, mas no esporte as coisas não acontecem assim do dia para a noite. Ela já está firmando seu nome no cenário nacional já há algum tempo. No mundial do ano passado já havia conseguido uma boa marca na final. Já na prova do revezamento neste mundial de Doha, o tempo tinha sido bem próximo do recorde mundial”, diz.
A ex-nadadora joseense pode ser, inclusive, considerada com um exemplo para a atual recordista mundial. Enquanto competiam juntas, Fabíola afirma que, menos com palavras e mais com exemplos, costumava “aconselhar” Etiene no início de sua carreira.
“Acho que por ter mais experiência na prova em que ela disputa, a Etiene acabou me tomando como um exemplo. Mas não porque eu ficava aconselhando, mas porque é normal a gente prestar mais atenção em quem é mais experiente: em como se prepara para as provas, como se dedica aos treinamentos, qual a rotina entre outras coisas. Acho que nesse quesito acabei ajudando um pouco na sua evolução”, afirma.
Olimpíadas
Com o primeiro lugar no quadro de medalhas em Doha, cresceu a expectativa por bons resultados da seleção durante os Jogos Olímpicos 2016, que vão ser realizados no Rio de Janeiro.
Para Fabíola, o importante não é apenas o número de medalhas que o país ganhe nas próximas Olimpíadas, mas sim que o Brasil tenha uma participação consistente nos Jogos, levando mais nadadores com condições de estar entre os melhores.
“A medalha é consequência de um trabalho sólido, feito com muita dedicação. Quanto mais nadadores o Brasil colocar nas finais, naturalmente mais medalhas vão aparecer. É essa avaliação que precisamos ter. A equipe é muito forte e certamente vai fazer bonito no Rio”, afirma.
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